Não sou a única pessoa que é obrigada a conviver com poluição do ar e sonora. Não tenho tido as melhores reações diante do fato de viver ao lado de uma oficina de pintura e mecânica instalada na vizinhança.
Não sou a única pessoa que deve suportar a inação e ineficiência do órgão municipal do meio ambiente. Mesmo assim, ainda penso que tenho direito de respirar ar puro e ter sossego aos domingos e todos os dias.
Pareço ser o único vizinho que se incomoda com a oficina de pintura e mecânica instalada no bairro. Parece que somente fica para mim, o ter que me adaptar ao abuso, à ilegalidade, à incompetência governamental e à indiferença dos demais vizinhos.
A vida dá muitas voltas. Sei que tenho errado ao tentar dialogar com quem não dialoga, alguém que só vê razões para o lado dele e da sua família, da sua subsistência.
Do lado de cá do muro, respirando o mesmo ar e o mesmo cheiro de solvente poluindo, do lado de lá, para as outras casas e acima de todas as casas e cuidando do ar que respiro e em toda parte, há Quem veja e saiba de todas as coisas, e a quem apelo nesta manhã de domingo.

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/
