Ser terapeuta comunitário

Ser terapeuta comunitário envolve um retorno da pessoa a si mesma.

É o processo pelo qual alguém se torna quem é.

Isto envolve um abandono das “prisões no papel”, que tantas vezes presenciamos nas formações ou sensibilizações. Eu era quem os outros queriam que eu fosse, e não eu mesmo.

Envolve a mudança de vítima para vencedor, de culpado para alguém capaz de se permitir ser feliz, de objeto passivo, que cumpria ordens, para alguém que decide o que quer e se torna responsável pelas suas decisões.

É a mudança de alguém que tiranizava a si próprio para tentar agradar os demais ou ser o que os outros queriam, para alguém que se permite ser, que se permite mudar como as estações (sol e lua, masculino feminino), de alguém que sofria, para alguém que tira frutos do seu sofrimento, que obtém benefícios das competências geradas pelas carências (pérolas).

É o processo de se tornar a pessoa que se é, ao invés de continuar numa relação de estranhamento e rechaço de si próprio. É o fim da alienação.

Sociológicamente, é o reconhecimento da pessoa como ser social, como fruto de interações consciente ou inconscientemente escolhidas.

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