Depois de passar por um breve processo de reformulação, em que lançou sua editora própria (Malungo Comunicação e Editora), fez seu registro ISSN e código de barras, chega a sua décima-primeira edição a revista Vírus Planetário (segundo seus editores, o nome vem da crítica de que a humanidade é o vírus do planeta, destruindo o ambiente e sua própria espécie).
Entre os destaques da publicação de agosto/setembro está a discussão sobre as obras que estão sendo realizadas no Rio de Janeiro para a Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, que faz recordar a polêmica reforma urbana de Pereira Passos e a desrespeitosa ofensiva contra as moradias populares. A Vírus, assim como o Fazendo Media, é mais uma publicação alternativa a pautar as remoções que violam os direitos humanos dos moradores de favelas e periferias (clique aqui para conferir nossa reportagem)
Além das absurdas remoções, esta edição da Vírus também aborda os protestos, por todo o planeta, pelos direitos. Em entrevista, o professor de História da USP, Henrique Carneiro conta o que viu do movimento dos Indignados de Madrid. E em uma reportagem especial, uma análise sobre o movimento de luta no estado do RJ dos bombeiros e dos profissionais de educação.
A Entrevista Inclusiva é com a professora do Rio Grande do Norte, Amanda Gurgel, que teve seu protesto acessado por mais de três milhões de pessoas no YouTube.
Na seção de cultura,uma entrevista com a banda de rock El Efecto, que faz um som completamente misturado (com elementos de samba, funk e metal pesado). A banda fala sobre mistura musical e os desafios de se fazer letras mais críticas.
Para a editora da revista, Mariana Gomes, o atraso de um mês na periodicidade bimestral da revista, valeu a pena: “Chegamos agora à 11ª edição, buscando formar uma estrada sólida rumo à profissionalização do projeto. Agora, com a abertura de nossa editora própria (editora Malungo) o código de barras e número ISSN (registro internacional de publicações), estamos entrando, aos poucos, no circuito de revistas em bancas e livrarias. Mesmo com a tiragem ainda baixa, acreditamos ser um passo fundamental para adquirimos a credibilidade junto ao público, fazendo assim a disputa de opinião.”
Os próximos passos da publicação são a criação de um conselho editorial amplo que contará com acadêmicos de esquerda e militantes de movimentos sociais, e a ampliação da tiragem e distribuição na próxima edição.
“Esperamos ainda, começarmos a editar a revista mensalmente a partir de dezembro ou janeiro do ano que vem. Assim, conseguiremos, também, realizar assinaturas para pessoas em qualquer lugar do país.” – completa Caio Amorim, outro editor da publicação. “A estrutura de concentração absurda de poder e riqueza no Brasil também se reflete nos meios de comunicação, dominados por uma elite econômica infestada de preconceitos. Entretanto, temos esperança e trabalhamos duro para levar a Vírus (assim como outras publicações alternativas parceiras) às ruas com qualidade na forma e conteúdo para formar um público livre de preconceito e com consciência social para transformar a realidade que vive”, conta Caio.
A nova edição da Vírus já está disponível em diversas bancas e livrarias do Rio de Janeiro por apenas R$3,00, clique aqui para conferir os pontos de venda.
Para facilitar o acesso à revista em todo o país (já que a tiragem ainda é baixa e a distribuição se concentra no Rio), agora a revista também pode ser adquirida em sua versão digital completa por apenas R$ 0,50, Basta clicar neste link – o pagamento pode ser feito por cartão de crédito, débito, boleto ou transferência bancária via PagSeguro. O cadastro no site parceiro que está vendendo a revista (www.educarliberdade.com.br) é rápido e seguro.
A revista Vírus também realiza vendas de cotas para movimentos sociais, sindicatos e outras organizações. Para encomendas e cotas, envie um email para virusplanetario@gmail.com. Confira a página da Vírus Planetário aqui.
