Renascendo

Domingo passado, tivemos reunião do Conselho Editorial da revista Consciência.

Alguns acontecimentos de ordem pessoal, me mobilizaram intensamente por dentro, e em volta. As duas dimensões onde creio que existimos os humanos e humanas.

A reunião de domingo passado mostrou um Gustavo Barreto renovado, atualizado, livre e solto na comunicação, sua área de atuação.

Sábado passado fora para Recife com a minha esposa e com colegas do Coral Vozes da ADUFPB, assistir a opereta “O Morcego”, no teatro de Santa Izabel.

E na sexta-feira passada, voltamos de um curso em Técnicas e Vivências de Resgate da Autoestima, na UFCG, campus de Cuité (PB). Atividade do MISC-PB (Movimento Integrado de Saúde Comunitária da Paraíba)

Na reunião de domingo do CE de Consciência, Gustavo Barreto nos partilhou um texto da sua autoria, intitulado “23 anos de consciência”. (1)

Releio hoje, com mais vagar, este escrito de Gustavo, e não posso menos que me emocionar. Uma longa amizade me une com este jovem que nos lembra que a nossa juventude está na nossa alma.

E hoje, 3 de setembro, não posso menos que me emocionar ao reler esse escrito, datado de 2023. O tempo voa. E se não prestarmos atenção, nos deixamos para atrás.

Vivo hoje um tempo sem igual. Me atrevo a dizer que seja uma verdadeira renascença. Em boa medida, isto se deve ao fato de eu fazer parte de uma comunidade, ou mais de uma.

Comunidade é humanidade. É o que nos une. O que nos dá segurança de que, em qualquer circunstância, poderemos vencer.

Me permito seguir agora recuperando alguns fiapos de conversa do que tem sido e continua a ser, este contínuo reconstruir.

Este prolongado renascimento ao qual venho me dedicando, por escrito.

Hoje a revista conta com novos colaboradores, dentre eles o meu amigo e colega sociólogo, Martim Assueros Gomes.

Martim trouxe de novo a poesia a este espaço. O dom de combater o nazifascismo, a guerra e outras mazelas, sem nos envenenarmos. Com arte.

Estava presente também Ana Amélia Guimarães, colega das Travessias Literárias, grupo de leitura da ADUFPB, a quem sou grato pelo seu reconhecimento a mim enquanto escritor.

E aqui chego a algo que agora está me trazendo uma sensação de dever cumprido.

É o fato de que meus livros sobre a Terapia Comunitária, bem como Libertatura –que também traz os ecos da libertação que a palavra propicia e acalenta– tocam as pessoas.

Vem ecos da Colombia, do Ecuador, do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco. Meus livros ajudam a que outras pessoas se libertem.

Que se encontrem a si mesmas. Voltem a se lembrar de quem são. Recuperem a noção de que são capazes. São vencedoras.

Pessoas das periferias sociais, ou que sofreram traumas pelas guerras ou outras formas de violência, como o abuso sexual, o racismo, a exclusão. O mal maior.

Recuperamos os sentidos do viver, o sentido de estarmos vivos, vivas. O que dá sentido à vida!

Um viver consciente.

Não faz sentido, apenas denunciar os males do capitalismo. É necessário fazer lugar para a vida. Lugares onde as pessoas possam viver.

Relendo meu livrinho Terapia Comunitária: Reflexões (2), recupero o sentido deste trabalho coletivo.

Faz sentido. É possível. Acontece. Vemos outra vez, que fomos vencedores, vencedoras. Fomos capazes de gerar estratégias de superação para seguir adiante.

Como esta revista.

(1) 23 anos de consciência

(2) Terapia Comunitária – Reflexões

Ilustração: “Pontos de luz”

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