Procuram-se dados específicos

Como já é do conhecimento de muitos, aquilo a que agora chamamos de Web 1.0 era um modelo unilateral, que tinha o usuário comum como receptor dos conteúdos produzidos pelas corporações com presença online. A web 2.0 veio para dar voz ao usuário no lugar de produtor de conteúdos, o que provocou uma enchente de informações na rede.
Mas nem sempre os sites de busca encontram de primeira aquilo que procuramos. Às vezes são necessárias várias tentativas, com critérios cada vez mais específicos, para se obter resultados concretos, dado o grande volume de conteúdos que hoje circulam na internet. Achar a informação relevante para cada caso e necessidade é, segundo especialistas na área, a principal característica da Web 3.0.
Uma análise dos cinco primeiros resultados nos sites de busca mais populares, como o campeão Google, o Yahoo e o UOL dá uma ideia de como essa nova fase da internet poderá melhorar a experiência do usuário. A clara concorrência entre os buscadores abala a credibilidade do sistema atual. Um exemplo disso é a busca feita pelos termos “crise na imprensa”, entre aspas como aqui aparece.
Nos sites citados, um dos primeiros itens na listagem é uma mensagem pessoal de uma suposta estudante de jornalismo, pedindo ajuda para um trabalho da faculdade através de um fórum. Dificilmente este link vai ser de alguma relevância ou utilidade para um pesquisador do assunto em questão.
Outros serviços de buscas, mais específicos, como o Deepdyve, Bing e Clusty pouco ajudaram, sendo raras as referências a artigos relacionados de forma objetiva ao tema pesquisado. Uma nota interessante é a atuação de sites menos conhecidos, como Ask e Dogpile, que exibem resultados muito semelhantes aos dos maiores motores de busca, numa tentativa de se igualar aos acessos desses e conquistar popularidade.
Quanto ao assunto “crise na imprensa”, o que a pesquisa mostra, à primeira vista, é que há poucos especialistas comentando o tema em veículos corporativos, como o Observatório da Imprensa, a Carta Capital e o site de notícas da UOL. Em compensação, há vários textos produzidos por jornalistas independentes em seus blogs ou sites pessoais.
Até mesmo o alerta da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) sobre a vinda de uma crise no setor da informação foi negligenciado pelos jornais. O que os motores de busca mostram é que apenas uma publicação online, a UOL, tem dados sobre o que foi publicado no New York Times. Ou os meios de publicação podem estar em estado de negação quanto à suposta crise, ou acham que a crise não os afetará. De qualquer modo, uma busca rápida pela internet nos atuais sites de busca não se mostra muito reveladora ou estimulante para se refletir sobre a indústria jornalística.

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