Petroleiros aposentados resistem à chuva e ao frio

“Apesar da idade, ainda temos energia para ficar muitos dias por aqui.” Com essa frase, o diretor do sindipetro-RJ Jorge Rosa sintetiza bem o sentimento dos quatro petroleiros que passaram o fim de semana acorrentados às grades do Edifício Sede da Petrobrás. A capacidade de resistência desses trabalhadores aposentados foi posta à prova nesse fim de semana. No início da noite de domingo, juntaram-se às baixas temperaturas e ao vento gelado, uma pancada de chuva.
Protegidos com capas, os petroleiros não reclamaram das condições da ocupação. Pelo contrário, destacam a importância da Corrente da Justiça para incomodar a gerência da Petrobrás e mostrar que os trabalhadores da companhia não aceitarão calados essa proposta de acordo salarial rebaixado e discriminatório.
Outra equipe de petroleiros manteve o revezamento dos acorrentados, na manhã desta segunda-feira. A direção do Sindicato dos Petroleiros do Rio informa que a manifestação permanecerá por tempo indeterminado.
Aposentados de outros estados se solidarizam com petroleiros acorrentados
Com a repercussão na mídia nacional, a manifestação dos acorrentados na Petrobrás extrapolou as fronteiras do estado do Rio de Janeiro.
Demonstrações de solidariedade vêm de todos os cantos. Na manhã dessa segunda (16), o petroleiro aposentado Márcio Henrique da Silva Freitas, do litoral paulista, compareceu pessoalmente ao Edifício Sede da companhia no Rio para saudar os manifestantes.
Freitas ficou boa parte da manhã no ato e antes de ir embora fez questão de assinar o livro de apoio à “Corrente da Justiça”. A direção do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro pede que todos que puderem visitem os acorrentados ou, ao menos, encaminhem mensagens de solidariedade.
– Essas demonstrações de apoio revigoram nossas energias e a certeza de que estamos no caminho certo – comenta Edson Munhoz, diretor do jurídico do Sindipetro-RJ e um dos que iniciaram o protesto das correntes.
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(*) Fonte Agência Petroleira de Notícias.

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