As perguntas abrem um espaço dentro da gente. Quando você se pergunta, abre-se uma possibilidade. Você não sabe o que poderá ser. Você não sabe como são as coisas. Mas quer saber, e na tentativa de descobrir, abre-se um espaço, uma possibilidade.
Isto pode ser aplicado nas situações cotidianas. Aliás, é bom que seja aplicado nestas situações. Muitas vezes alguma coisa que se nos apresenta como uma obrigação desagradável, um compromisso que gostaríamos de evitar, pode se tornar uma coisa atraente, se nos permitirmos perguntar: é isto o que eu quero? Por que estou tentando evitar este encontro, esta pessoa, esta reunião?
O dia pode estar meio indeciso: nuvens, talvez chuva. Ao invés de decidir de antemão se vou ou não caminhar, posso pensar: e se fosse? E se chovesse? O que é que tem? Posso me proteger em alguma palhoça, como fiz ontem. Pode nem chover. As perguntas abrem possibilidades. As respostas podem ser necessárias, mas muitas vezes fecham as perspectivas.
Na Terapia Comunitária Integrativa, trabalha-se muito com perguntas: como o que eu faço se enraíza na minha historia de vida? Você é quem você é, ou quem os outros querem que você seja? De onde vem a minha força? Isto abre espaços na pessoa, desanuvia-se o céu interior. Pode se ter uma outra perspectiva de si mesmo ou de si mesma. As coisas podem ser de uma maneira diferente a como tínhamos nos acostumado a pensar.

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/
