Para a voz limpa que subitamente canta

O vídeo no MySpace da Clarissa, a letra e música no site dela, a tradução aqui ou aqui no blog mesmo. [Mas traduções são sempre falhas, em música, então abaixo também em inglês]

Enfim o segredo está fora,
Como sempre,tem que vir no final,
A deliciosa história é propícia dizer,
Dizer a um amigo íntimo;
Durante as xícaras de chá e na praça
A língua tem a sua vontade;
Ainda correm águas profundas, meu querido,
Nunca há fumaça sem fogo.

Por detrás do cadáver no reservatório,
Por trás do fantasma sobre as ligações,
Por detrás da senhora que dança
E o homem que bebe loucamente,
Sob a aparência de cansaço
O ataque de enxaqueca e os suspiros
Há sempre uma outra história,
Há mais do que preenche o olho.

Para a voz desobstruída que canta de repente,
Exaltando-se na parede do convento,
O perfume dos arbustos antigos,
As cópias de esportes no salão,
O croquet marcando no verão,
O aperto de mão, a tosse, o beijo
É sempre um segredo ruim,
uma razão confidencial para isso.

[Carla Bruni, At Last the Secret Is Out]

At last the secret is out,
as it always must come in the end,
the delicious story is ripe to tell
to tell to the intimate friend;
over the tea-cups and into the square
the tongues has its desire;
still waters run deep, my dear,
there’s never smoke without fire.

Behind the corpse in the reservoir,
behind the ghost on the links,
behind the lady who dances
and the man who madly drinks,
under the look of fatigue
the attack of migraine and the sigh
there is always another story,
there is more than meets the eye.

For the clear voice suddenly singing,
high up in the convent wall,
the scent of the elder bushes,
the sporting prints in the hall,
the croquet matches in summer,
the handshake, the cough, the kiss,
there is always a wicked secret,
a private reason for this

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