Papa Francisco: lembrar da proteção do amor de Jesus

Caros irmãos e irmãs, bom dia!

Neste último domingo do ano litúrgico, celebramos a solenidade de Crito Rei. O Evangelho de hoje nos faz contemplar a Jesus, enquanto se apresenta a Pilatos como rei que não é deste mundo. Isto não significa que Cristo seja rei de outro mundo, mas que é rei, de um outro modo, mas é rei neste mundo. Trata-se de uma contraposição entre duas lógicas. A lógica do mundanismo, fundada na ambição, na competição, no combate com as armas do medo (…) e da manipulação das consciências . A lógica do Evangelho, isto é, a lógica de Jesus, pelo contrário, expressa-se por meio da humildade, da gratuidade, afirma-se de forma silenciosa mas de modo eficaz, pela força da verdade. Os reinos deste mundo, às vezes, se regem pela prepotência, pela rivalidade, pelas opressão. O Reino de Cristo é um Reino de justiça, de amor e de paz.

Quando é que Jesus se revelou rei? No acontecimento da Cruz! Quem olha para a Cruz de Cristo não pode não vera surpreendente gratuidade do amor. Algum de vocês pode dizer: “Mas, Pai, isto foi um fracasso!” É justamente no fracasso do pecado (o pecado é um fracasso), no fracasso das ambições humanas, onde se acha o triunfo da Cruz, a gratuidade do Amor. No fracasso da Cruz se vê o amor, este amor que é gratuito, que Jesus nos dá.

Falar de poder e de força, para o cristão, significa fazer referência ao poder da Cruz e à força do Amor de Jesus: um amor que se mantém sólido e íntegro, até mesmo frente à recusa, e que aparece como a realização de uma vida doada na total oferta de Si, em favor da humanidade
No Calvário, os que passavam e os chefes riam-se de Jesus pregado na Cruz, lançando-Lhe o desafio: “Salva-te a ti mesmo, desce da cruz.” “Salva-te a ti mesmo”. Mas, paradoxalmente, a verdade de Jesus é justamente aquela que zombava do chicote dos adversários: “Não pode salvar a si mesmo”. Se Jesus descesse da cruz, teria cedido à tentação do príncipe deste mundo. Ao contrário, Ele não pode salvar-se a si mesmo, justamente para poder salvar os outros, justamente porque deu Sua vida por nós, por cada um de nós. Dizer: “Jesus deu a vida pelo mundo” é verdade. Mas, é mais bonito dizer: “Jesus deu Sua vida por mim.” E hoje, na praça, cada um diga em seu coração: “Ele deu Sua vida por mim”, para poder salvar cada um de nós, de nossos pecados.

E isto quem compreendeu? Quem compreendeu bem isto, foi um dos dois malfeitores com Ele crucificados, o chamado “bom ladrão” que Lhe suplica: “Jesus, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu reino.” Mas, este era um malfeitor, era um corrupto que ali estava condenado à morte, por todas as brutalidades que havia cometido em sua vida. Mas, ele percebeu o compromisso de Jesus, viu na mansidão de Jesus, Seu amor. É esta a força do Reino de Jesus: é o amor. Eis por que a realeza de Jesus não nos oprime, mas nos liberta de nossas fraquezas e de nossas misérias, encorajando-nos a percorrermos os caminhos do bem, da reconciliação e do perdão. Olhemos para a Cruz de Jesus, olhemos para o bom ladrão, e digamos todos juntos o que disse o bom ladrão: “Jesus, lembra-Te mim, quando entrares no Teu Reino.” Todos juntos: “Jesus, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu Reino.” Peçamos a Jesus quando nos sentimos frágeis, pecadores, desafiados, que olhe para nós, e digamos:!Tu estás aqui. Não Te esqueças de mim”.

Frente a tantos sofrimentos no mundo e a tanta gente ferida na carne, peçamos à Virgem Maria que nos mantenha empenhados no deguimento de Jesus, nosso Rei, tornando presente o Seu Reino, com gestos de ternura, de compreensão e de misericórdia.

https://www.youtube.com/watch?v=o1LCE0kzIRc
(Do minuto 02:01 ao minuto )
Trad.: AJFC

Deixe uma resposta