Pão e Cunha: Uma administração pública antiga, mas que ainda cola

Foto: Reprodução da internet
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Por Leandro Leite Leocadio*
Depois de já ter sido manipulado para orquestrar o impeachment e de o eterno Ex-Interino assumir, parecia restar pouca serventia do Cunha para nossos honestos e íntegros políticos do atual governo, agora aliado do eterno Partido Derrotado em 2014.
No entanto, com sua prisão, numa tacada só, tentam disfarçar a visível parcialidade do Cancro-Inquisidor-Moro e, como ilusionistas, tiram a atenção do público da votação da PEC 241 e da escolha da presidência e da relatoria da Reforma do Ensino Médio, que acabou ficando, no dia seguinte – coincidência em Antares – para o autor da Escola Sem Partido e um mega-empresário do ensino privado, respectivamente. Mais uma vez a parcialidade e o interesse individual prevalece sobre o interesse público. E o povo, maravilhado, olhando para a prisão cinematográfica, não viu mais alguns de seus direitos sumirem.
Mas, curiosamente, quando até senhorinhas já estavam dando chineladas no sujeito em pleno aeroporto e a Polícia Federal não fazia nada, mesmo assim, a prisão e o bloqueio dos bens utilizados para saciar a opinião pública só foram devidamente decretados depois da pressão da polícia suíça, que já tinha tomado a mesma iniciativa, e após o ex-deputado ter tido tempo suficiente para zerar todas as suas contas. E o fez, de acordo com declaração da própria PF.
E só para lembrar as palavras de Romero Jucá: “Michel é Eduardo Cunha.” Mas tem áudio gravado que não vale mais que uma convicção.
(*) Leandro Leite Leocadio é escritor, ilustrador e impostor, também atua como jornalista e cartunista, já tendo colaborado com diversos veículos, como O Estado de S.Paulo, O Pasquim 21 e a revista Bundas. Leocadio cursou Direito e Letras, e se especializou em Sociologia Clássica e Metodologia Científica Quantitativa na Universidade de Amsterdã.

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