Claro que não.
Para defender a família gay, eu teria que defender a família. Eu teria que explicar que o conceito de família é essencialmente patriarcal, autoritário e opressor, sobretudo para a mulher e para as crianças, e me desculpar por defender instituição tão vil para, depois, sugerir que o que eu entendo por família é um lance diferente que… baita preguiça.
É melhor defender os direitos civis, sociais, políticos, econômicos e culturais mesmo, porque dessa forma basta dizer que ninguém é melhor que ninguém pra ter gente enchendo o saco ao sugerir que merece mais a aposentadoria do que outra pessoa qualquer com base nas alucinações de alguns poucos fundamentalistas mais atrasados que alguns sacerdotes do século XII.
Jornalista, 44, com mestrado (2011) e doutorado (2015) em Comunicação e Cultura pela UFRJ. É autor de três livros: o primeiro sobre cidadania, direitos humanos e internet, e os dois demais sobre a história da imigração na imprensa brasileira (todos disponíveis em https://amzn.to/3ce8Y6h). Saiba mais: https://gustavobarreto.me/

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