Olimpíadas: Orgulho do esporte sem paz

Amigos! Amigas!

Compartilho, com alegria, o texto abaixo, palavra do querido Pe. Vincente Zambello, trazendo-nos seu olhar crítico – propositivo sobre as recentes olimpíadas.

Devido a alguns contratempos, somente agora estou podendo enviar-lhes este arquivo. Grato a Pe. Vicente. Com vocês, na esperança e na ação.

Alder

 

Sexta-feira 26 de Julho de 2024, iniciam-se as Olimpíadas, em Paris. Um grande evento mundial, do qual participaram 205 delegações. Bela experiência sobretudo para os jovens cheios de energia, com resultados acima de qualquer expectativa. Basta que pensemos no salto com vara, de 6 metros e 25 cm; os quatro remadores, o extraordinário vôlei feminino.  Sentimos falta dos povos indígenas da Amazônia com suas ricas experiências de jogo. A presença de populações refugiadas foi significativa, inclusive com medalhas. Infelizmente, a Federação Russa também não pôde participar. Mas, para além destas notícias, o que mais me preocupou e doeu foi a continuação das guerras, ou melhor, o recrudescimento das guerras em muitas partes do mundo, na Ucrânia, em Israel, especialmente na Faixa de Gaza, no Irã, no Líbano , em Mianmar, no Sudão do Sul e em outros países. O esporte e a paz são necessários e simultâneos. Esta trégua não foi respeitada, embora o Papa Francisco o tenha pedido e supricado; mas, como muitas vezes acontece com este profeta da Paz, ele não foi ouvido.  Esta falta de trégua de paz foi a prova de que a guerra vale mais que tudo: o esporte, a cultura, a política, o turismo, que muitos sonhos: o poder, o dinheiro, as armas são os donos da humanidade. O presidente do COI disse: “As Olimpíadas não podem trazer a paz, mas podem trazer o seu espírito de paz. Todos os países do mundo deveriam ser inspirados por este espírito, para vivê-lo todos os dias.”  Mas as guerras continuaram e, de fato, a situação mundial piorou. Milhões de jovens são obrigados a pegar em armas contra os seus irmãos. O que fazer? Continuaremos a produzir armas, a enviar armas, a “defender-nos” com armas? A Itália ainda não assinou o tratado de não proliferação de armas nucleares que também acolhemos no nosso país. Além de muita oração, de lágrimas como as de Jesus pela sua cidade, Jerusalém, das diplomacias de todas as chancelarias do mundo, continuamos com as diplomacias do povo como Desmond Tutu e Nelson Mandela fizeram pela África do Sul, como Giorgio la Pira fez pela paz entre as cidades, como os construtores da paz e os movimentos pacifistas fizeram em muitas partes do mundo: mulheres e homens; como o abraço da Paz na Arena entre um palestino e um israelense.

 

Esporte e PAZ!

 

Vincenzo Zambello Pax Christi  Verona 12/ 08/2024

Imagem: Agência Brasil, 26/7/2024 – Internet: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2024-07/seguranca-rigida-marcara-hoje-inicio-da-olimpiada-em-paris

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