Obra Social da Igreja, pelo Pe. Antônio Fragoso

A Reunião dos Assistentes Eclesiásticos dos CC.OO., em Junho passado, levou a um plano de ação e a conclusões práticas de grande importância.

Da primeira tese: “Os CC.OO., a Ação Católica e a JOC e JAC e a LOC e LAC”, concluímos para normas de colaboração mais direta entre a organização operária e o movimento jocista. Caberia principalmente à JOC formar ótimos dirigentes circulistas e aos CC.OO. oferecer garantias econômico-sociais aos jocistas.

O Cônego Távora que esteve em 1947 na Sessão Internacional da JOC, reunida em Montréal, entrevistando pessoalmente o Cônego José Cardjin a respeito das relações entre os CC.OO. e a JOC, ouviu dele: “A JOC não deve organizar-se sobre as ruínas de nenhum movimento operário católico”.

A mística e a técnica jocistas não coincidem com a mística e a técnica circulistas, tanto na sua finalidade específica quanto nos métodos. Daí, a viabilidade de uma coexistência em colaboração.

Neste dia visitamos Sua Eminência o Cardeal Câmara que nos acolheu amavelmente, escutou com interesse a marcha da Reunião dos Assistentes, tomou conhecimento das conclusões da primeira tese e assegurou que o Episcopado deseja e quer a colaboração dos CC.OO. com a JOC.

A Segunda tese discutida foi: “Os CC.OO. e as Associações Religiosas”. Depois de acentuar a distinção profunda entre os CC.OO. e as associações religiosas, o expositor concluiu pela necessidade de mútua compreensão, estima, apoio e colaboração.

A conclusão aprovada foi a seguinte: “Os Assistentes Eclesiásticos desejam maior colaboração entre os CC.OO. e as Associações Religiosas, das quais esperam seus melhores chefes e dirigentes”.

Permanece de pé a palavra do Episcopado Brasileiro, no Plano Nacional de Ação Social: “Os CC.OO. aparecem como próprios para ser a base desta organização no seu aspecto de instituição de assistência economico-social dos trabalhadores de todas as categorias e de todas as origens, desde que aceitem a moral cristã, não atentem contra a família, respeitem as nossas leis, busquem suas reivindicações dentro da ordem.

Que se criem imediatamente, com preparação muito intensa, Círculos Operários em todas as Paróquias com trabalhadores urbanos e rurais. Procure-se, além disto, que os serviços de assistência social ao Operariado, onde existirem ou forem fundados os Círculos Operários, se façam por intermédio destes, quanto possível”.

Publicado in: A IMPRENSA – 25/07/1948

Deixe uma resposta