Há umas palavras de Adalberto Barreto que tem vindo com insistência ao meu entendimento. São as seguintes: “Geralmente atribuímos nossas competências a livros que lemos, cursos que fizemos, e jamais a algo que vivenciamos. Como poderíamos nos empoderar se deixarmos de lado o saber produzido no contexto familiar, na escola da vida? Seremos meros marionetes, colonizados, e, portanto, alienados do nosso potencial criador. Só nos empoderamos, quando compreendemos e aceitamos ser sujeito ativo, aprender com a nossa história.” (Terapia Comunitária passo a passo, p. 102).
Estas palavras tem vindo com uma força muito grande. Uma força libertadora. Nestes últimos tempos, venho experimentando o meu coexistir no seio da Terapia Comunitária Integrativa, como um viver em um ambiente verdadeiramente acolhedor. Um ambiente familiar. E as palavras de Adalberto Barreto citadas mais atrás, tem uma força de acolhimento. Uma força de valorização da própria experiência.
Por que é que a Terapia Comunitária Integrativa se apresenta como um espaço de libertação? Porque nele a pessoa não é interpretada, não é julgada. Não tem ninguém que a desqualifique em nome do seu enquadramento em algum outro saber tido como superior ao saber da própria pessoa. A pessoa é posta frente a frente com ela mesma, com a sua criança interior, seu primeiro mestre, que a conduziu vitoriosamente ao longo de todas as experiências da vida.
Neste contexto, você não é levado a ter que abdicar de si mesmo ou de si mesma, para ter que acreditar nas verdades de mais alguém. Em um ambiente coletivo acolhedor, comunitário, em que você se reflete e se sente integrado, a sua própria história de vida e as histórias de vida das outras pessoas, constituem como que uma teia, um ninho, um espaço aconchegante. Você pode se ver como um triunfador ou uma triunfadora, alguém que teve e tem recursos próprios capazes de conduzir ao sucesso em qualquer circunstância.
A fonte da força está na própria pessoa. Ela é posta a vasculhar no seu interior e na sua caminhada existencial, para vir a ter plena consciência disto. Por isto, porque cada vez me sinto mais parte desta família que é a Terapia Comunitária Integrativa, é que cada vez mais sinto uma espécie de tranquilidade muito grande. Uma certeza muito antiga, oriunda dos meus primeiros anos de vida. Esse ser criança que está aqui, vivo, atuante, me conduzindo no meio do dia a dia, em direção a muita paz a justiça, felicidade e plenitude.

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/
