O petismo se atualiza

Nos anos 1980, ser petista era um sinal de extremo radicalismo revolucionário. Dizer-se petista poderia custar na pior das hipóteses cadeia e, na melhor, perseguição trabalhista e alguns impropérios daquele tio conservador.
Nos anos 1990, ser petista era uma espécie de tendência, ao lado dos “caras pintadas” e da Carla Perez. Mais dia menos dia, todos os homens racionais se tornariam petistas.
Nos anos 2000, parte da tendência se confirmou, indo inclusive mais longe: o petismo se democratizara. Ruralista, dona-de-casa, empresário. Todos, enfim, podiam ser petistas. Surge a figura do “petista progressista”, incomodado com tanta gente nova.
Nos anos 2010, “petista” virou sinônimo de “progressista”. E quem discorda é tudo black bloc.

Deixe uma resposta