O país de fora e o país de dentro

Enquanto os setores mais reacionários e antidemocráticos do Brasil continuam tentando destituir a presidenta da República, valendo-se do medo e da mentira, e das campanhas difamatórias e desorientadoras executadas com insistência pela imprensa venal, sinto-me na obrigação de dizer algumas coisas.

É muito perigoso mobilizar as pessoas a partir do medo e do ódio. É isto que estão fazendo estes setores que usam a bandeira da anti-corrupção (tardiamente descoberta: houve mais de 45 escândalos de corrupção nos governos do PSDB de FHC, nunca investigadas nem punidas) para tentar quebrar a ordem institucional do Brasil.

Infelizmente, a massa de analfabetos e analfabetas políticas que estes setores mobilizam, age movida pelo rancor e pelo ódio. Ódio ao PT. Ódio à integração social que trouxe para dentro da sociedade mais de 45 milhões de brasileiras e brasileiros que vegetavam nas periferias existenciais deste país.

Aquelas pessoas que não suportam ter que dividir os espaços da cidadania com os pobres e os negros, com os nordestinos, com os que eram simplesmente ignorados e invisibilizados pelo Brasil dos ricos, que agora batem panelas querendo quebrar uma ordem constitucional muito duramente conseguida neste país.

Chamo a essa massa reacionária e antidemocrática que age movida pelo rancor, pelo medo, o ressentimento e a raiva, o Brasil de fora. Mas tem o Brasil de dentro. Tem uma vasta legião de pessoas que trabalham muitas vezes no anonimato, em movimentos sociais, em ações voluntárias, construindo vínculos sociais positivos.

Essa gente muito raramente aparece nas TVs ou nos jornais da plutocracia irritada com a inclusão social executada pelas ações dos governos do PT, e, diga-se, por toda essa vasta gama de ações nos campos da educação popular, a saúde mental comunitária, as pastorais das igrejas, as associações de bairro, etc.

Espero com toda a força do meu coração, que o Brasil includente continue brotando e crescendo. A pesar de quem gostaria de ver o circo pegar fogo.

Deixe uma resposta