No dia 12 de outubro de 1997, foi proclamado em Roma, este Manifesto:
“Aqui em Roma, há 35 anos atrás, o Papa João XXIII abria o Concílio Vaticano II. Católicos de todo o mundo depositaram grande esperança neste acontecimento; dele poderia resultar uma Igreja mais credível: livre, colegiada, pobre e servidora.
* Necessitamos de uma Igreja de amor, onde todos sejam aceitos igualmente.
* Precisamos de uma Igreja Católica (isto é, universal), a à qual toda pessoa seja bem-vinda, com suas experiências de vida, suas imagens de Deus, querendo viver em comunidade.
* Precisamos de uma Igreja que afirme a criação de Deus, que aja de maneira reconciliadora, e reflita o amor incondicional de Jesus Cristo por toda a humanidade.
* Necessitamos de uma Igreja comprometida com a justiça e com a paz, e se faça solidária com os excluídos do mundo, no centro de suas atividades.
Na certeza de que o Espírito de Deus conduz Sua Igreja por caminhos novos, milhões de Católicos têm apoiado a Petição do Povo de Deus (“Kirchenvolks Begehren”).
Subscreveram as cinco demandas:
* A construção de uma Igreja de irmãos e irmãs que reconhece a igualdade de todos os batizados, inclusive a inclusão do Povo de Deus na eleição dos bispos em suas igrejas locais.
* Igualdade de direitos entre homens e mulheres, inclusive a admissão de mulheres para todos os ministérios eclesiais.
* Liberdade de escolha da vida celibatária ou do casamento para todos os que se dedicam ao serviço da Igreja.
* Uma atitude positiva em relação à sexualidade, e um reconhecimento da consciência pessoal na tomada de decisão.
* Uma mensagem de alegria, e não de condenação, adotando o diálogo, a liberdade de expressão e de pensamento, sem recorrer a anátemas e exclusão como meios de resolver problemas, especialmente como no caso aplicado a teólogos.
Aqui nos colocamos por todas essas pessoas. Falamos em seu nome, e declaramos que continuaremos essa jornada dentro da Igreja Católica.
Temos um sonho, de que o terceiro milênio começará com um verdadeiro concílio ecumêninco de todas as Igrejas cristãs, que se olharão mutuamente como iguais em sua busca de paz e amizade entre si. Será um Concílio marcado pelo diálogo e pelo respeito de todas as religiões – a serviço do mundo.
Apoiamos a convocação de um concílio mundial de todas as igrejas, para lançar, no ano 2000, um processo que conduza a um verdadeiro Concílio mundial.”
http://www.we-are-church.org/joomla/index.php?option=com_content&view=article&id=25&Itemid=27
No Brasil, o Movimento Kairos-Nós também Somos Igreja foi convidado para fazer parte do Movimento Internacional Somos Igreja, em 2011. Inspirado na Teologia da Libertação este Movimento — um coletivo de cristãs e cristãos de várias Igrejas e pessoas com sensibilidade ecumênica voltadas para o seguimento de Jesus — vem mantendo reuniões de estudo e reflexão, bem como momentos de oração, e ações de partilha com setores populares, visando a construção do Reino de Deus na terra. Os seus princípios e trajetória podem ser lidos em
