Marta olhava para Pedro admirada. No meio da festa, com todos rindo, bebendo e conversando, ele, que parecia tão superficial, tão artificial, levantou cauteloso e fechou a porta da varanda para admirar aquela lua sedutoramente branca e cheia. O mundo tinha salvação.
Na varanda, profundamente concentrado, o cenho franzido de Pedro lamentava não haver mecanismos para mensurar se aquele peido teria mesmo chegado na lua.

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