Hoje pensava que a terapia Comunitária pode e deve ser lida de muitas formas, não de uma só. Ou seja, ela é uma estratégia pela qual a história de vida de cada um, de cada uma, se torna uma história entre muitas, diferente de todas, mas entretecida com todas. É singular, mas se parece com todas elas. Isto pode parecer um paradoxo, mas é isto o que acontece quando você começa a trabalhar a sua história de vida na terapia Comunitária.
A sua vida, que lhe parecia tão diferente de todas, já tão marcada que não poderia mais ser refeita, é uma vida que pode ser moldada de novo, de acordo com a sua vontade, com a sua decisão de ser feliz, de ser um vencedor ou uma vencedora, de traçar o seu próprio destino e, enfim, de ser você mesmo ou você mesma, a pessoa que é você, e não a que você achava que era ou a que aos outros poderiam querer que você fosse.
Neste mergulho em nós mesmos, neste começar a saber quem somos, e a nos livrarmos de culpas e preconceitos (a melhor coisa que a alguém pode lhe ocorrer), começa a entrar ar na nossa vida, começamos a respirar de novo.
Muitas vezes tenho percebido como a nossa vida começa a mudar para melhor desde o momento em que passamos a nos integrar na teia da terapia, na teia da vida.
A gente começa a ser mais autônomo, e é um processo crescente, um processo no qual vamos nos alimentando das nossas próprias riquezas interiores, as nossas pérolas.
E quando nos encontramos num ambiente de simplicidade, sem estardalhaços, novos mergulhos, mais aprofundamento na vida interior, na solidariedade que nos une e que nos projeta, de maneira muito simples e eficiente, como agentes ativos na trama da vida, na construção de um mundo melhor que começa em cada um de nós.

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/

Interessantissimo, li, reli e concordei plenamente.
Sou terapeuta comunitario de joão pessoa-pb e participo de algumas mudanças de postura,de comportamento após a participação na TCI.Pra mim particularmente tem sido muito bommmmmm.
Em cada roda de TC percebo o quanto somos iguais sendo tão diferentes!!!! Comparo a TC com o mar que lança pra fora todas as sugeiras!! Em cada roda deTc ouvindo as espêriencias de vida das pessoas eu começo a me identificar com elas e assim me auto conhecendo vou me aceitando e superando os desafios que surgem em minha vida, não me cansando de falar o que diz Cora Coralina em sua poesia : ” Quebrando pedras e plantando flores…” A TC é de uma simplicidade e por isso mesmo de uma riqueza ímpar!! Um abraço. Rosalice
Realmente percebo que em cada roda nos tornamos terapeuta de nos mesmos,por cada esperiencia vivida conseguimos nos encontrar e achar o equilibrio. Consegui aprender que nem a felicidade é eterna então muito menos o sofrimento e que tudo é por um periodo em nossas vidas.Adoro fazer a roda de terapia comunitaria.