NPC e SENGE promovem ciclo de debates sobre a destruição neoliberal no mundo

De março a outubro, no Centro do Rio, haverá um CICLO DE DEBATES sobre as consequências perversas do projeto neoliberal no mundo inteiro. O evento está sendo organizado pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) e pelo Sindicato dos Engenheiros do Rio (SENGE). Na última quinta-feira de cada mês será exibido um filme sobre o tema, seguido de debate. A primeira sessão será no dia 29 de março, às 19h, com o filme Roger e eu, de Michael Moore. O documentário aborda a demissão de milhares de trabalhadores da General Motors após o fechamento da histórica unidade localizada em Flint, cidade natal do diretor. O longa mostra o sofrimento das famílias, arrasadas pela lógica do capital em um processo que se estende até os dias de hoje.
Os encontros serão no auditório do SENGE: Av. Rio Branco, 277, 17º andar, Cinelândia.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
ROGER e EU
Dir. Michael Moore
EUA / 1989

Nas décadas 80 e 90, ouvimos falar do fechamento ou deslocamento de unidades fabris da enorme General Motors de Flint (EUA), cidade natal do diretor do cinema Michel Moore. Neste filme ele retrata a cidade que perdeu dezenas de milhares de empregos com o fechamento daquela histórica unidadee. O diretor mostra o sofrimento das famílias, arrasadas, pela lógica do capital. É o começo da destruição de empregos do projeto neoliberal que se arrastará até nossos dias.
SEGUNDA-FEIRA AO SOL
Dir. Fernando Leon de Aranda
Espanha / 2002

Com o fechamento dos estaleiros navais, moradores de uma cidade portuária da Espanha são vítimas do desemprego. O filme narra alegrias, ansiedades e desesperos dos ex-operários metalúrgicos da indústria naval. Uma aula sobre os efeitos do neoliberalismo na vida dos trabalhadores e suas famílias: reestruturação produtiva, desemprego, precarização do trabalho e a quase destruição dos ex-trabalhadores.
A CIDADE ESTÁ TRANQUILA
Dir. Robert Guédiguian
França / 2000

Marselha era uma cidade tranquila que foi destruída pelos efeitos do neoliberalismo. São várias histórias de vida e desespero de uma cidade onde o emprego virou coisa rara. Desesperada, a operária Michèle tenta tudo para salvar sua filha das drogas. As histórias se entrelaçam, evidenciando o racismo, a violência e todas as mazelas da globalização numa cidade nada tranquila.
OU TUDO OU NADA
Dir. Peter Cataneo
Inglaterra / 1997

A globalização dos anos da Thatchers fechou quase todas as indústrias do aço da cidade de Sheffield, norte da Inglaterra. Antigos operários, hoje desempregados vagueiam pelas ruas desertas, de cabeça baixa. Dramas pessoais, familiares e de toda uma comunidade sugerem soluções malucas. Inspirados por um show de strip-tease, eles decidem que eles podem trabalhar e ganhar dinheiro fazendo seu próprio show, como única forma de sobreviver.
CLUBE DA LUA
Dir. Juan J. Campanella
Argentina/ 2006

Em 1990 a crise financeira dos anos neoliberais de Carlos Menem faz com que os clubes de dança, que tiveram seus dias de glória na Buenos Aires dos anos 40, comecem a fechar as portas. Os descendentes dos fundadores do Clube de La Luna, de Avellaneda, à beira da falência, se unem para evitar a transformação dele em um cassino. É o mundo da crise argentina, uas causas e seus reflexos na vida de milhões.
BILLY ELIOT
Dir. Stephen Daldry
Inglaterra / 2000

O pano de fundo é a greve dos mineiros na Inglaterra que aconteceu os anos 80 contra as medidas neoliberais da “Dama de Ferro”. O filme é um musical que mostra o jovem Billy Elliot descobrindo sua paixão pela dança, descoberta que deixa seu pai de cabelos em pé. A professora de balé percebe o talento do menino. Já seu pai, um sisudo e tradicional mineiro de carvão, não gosta da ideia de ver seu filho se dedicando à dança.
O CORTE
Dir. Costa-Gravas
Bélgica / França / Espanha / 2005

Bruno Davert é um executivo de uma indústria de papeis. De repente, se vê desempregado e amarga dois anos sem arranjar nova ocupação. Sob pressão da competição e disputa desesperada para ser o “vencedor” ele encontra a solução: eliminar a concorrência. Literalmente. Dá um jeito de descobrir quem são seus adversários e começa a assassiná-los. Em meio a muitas trapalhadas e alguns sucessos, acaba conseguindo seu objetivo.
MEU NOME É JOE
Dir. Ken Loach
Inglaterra/ 1998

O diretor, que faz questão de se declarar marxista, reflete neste filme a vida de trabalhadores com seus dramas pessoais e sociais. Depois de muito abusar do álcool, Joe livre do vício encontra a tímida Sarah por causa de um jovem casal, Liam e Sabine, que passa por grandes dificuldades, sofrendo ameaças por causa de dívidas. Cada um deles tenta ajudar o casal do seu jeito. A crítica à sociedade do individualismo atual e questões éticas contornam esta bela história de amor assinada por Loach.
(*) Divulgação do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC).

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