A noite passada ontem foi uma das mais significativas que já vivi em toda a minha vida. Daí nesta madrugada estas letras que trazem a luz e a refletem.
Acho que o mais grandioso, no meu ponto de vista neste momento, entre outras muitas notabilidades deste encontro tão rico e fecundo, foi justamente algo que para mim é a própria razão da minha vida. O ser livre. O vivermos com liberdade. O somar. O fazermos juntos e juntas.
Não sei se conseguirei expressar em palavras o acontecido, ou melhor, a minha vivência do acontecido, uma vez que tenho certeza de que, pela natureza dos depoimentos ou falas, não se qual seria a palavra mais adequada, cada uma de vocês foi uma peça num quebra-cabeças que começou a fazer sentido muito forte. Uma unidade na diversidade.
A prática de uma costura de linguagens, em uma escuta respeitosa e profunda. Algo raro de se ver! Tanto que não consigo deixar de tentar, nestas horas em que a luz se faz, refletir de alguma forma o acontecido. Vamos ao ponto. Madona dos Páramos (1), o nosso próprio encontro mensal na sede da ADUFPB-JP, é de um simbolismo indiscutível. Docentes na ativa, e pessoas que embora possam não sê-lo formalmente ou de fato, praticam a arte de saber. A arte de viver. Todas e todos somos artistas nesse sentido profundo e real da palavra.
Tenho a impressão de que o texto é um estimulador eficaz do despertar da consciência. Refazer a vida. Sermos donas e donos de nós mesmos/as.
(Nota sobre a sessão de leitura do grupo Travessias Literárias, da ADUFPB-JP)
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(1) Ricardo Guilherme Dicke. 1ª. Edição. Rio de Janeiro, Record, 2014. Prefácio de Rodrigo Simon de Moraes, 2024.
