MST completa 32 anos

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Há 32 anos, trabalhadores e trabalhadoras rurais protagonizavam a fundação de um Movimento de luta por terra, reforma agrária e mudanças sociais no país.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) não é apenas herdeiro e continuador das lutas anteriores, é também parte das lutas que forjaram seu nascimento. Desde o sindicalismo combativo, da liberdade política e das Diretas-Já em 1984, quando já em seu primeiro Congresso afirmava que “Sem Reforma Agrária não há democracia”.
O 1° Congresso do MST (1985), organizado a partir do 1° Encontro Nacional em Cascavel, no Paraná, em 1984, é um marco histórico do Movimento. Dele foi tirado como orientação a ocupação de terra como forma de luta, além de ter sido definido os princípios do MST: a luta pela terra, pela Reforma Agrária e pelo socialismo.
Ali, o MST deu uma nova característica à luta pela terra e saiu de lá convicto de que teria que partir para as ocupações. Assim, o lema “Terra para quem nela trabalha” e “Ocupação é a Única Solução” são construídos.
Em maio do mesmo ano, em menos de três dias mobilizou mais de 2.500 famílias em Santa Catarina, em 12 ocupações. Em outubro, o Rio Grande do Sul ocupou a Fazenda Anoni. Todos os estados começaram a fazer ocupações.
Atualmente, o MST continua sua luta, sempre se unindo com diversos outros movimentos, como o das mulheres, da juventude e o movimento antimanicomial, por exemplo. Hoje, o MST está organizado em 24 estados nas cinco regiões do país. No total, são cerca de 350 mil famílias que conquistaram a terra por meio da luta e da organização dos trabalhadores rurais.
Mesmo depois de assentadas, estas famílias permanecem organizadas no MST, pois a conquista da terra é apenas o primeiro passo para a realização da Reforma Agrária.
Acompanhe o trabalho do MST em www.mst.org.br

Deixe uma resposta