Movimentos sociais pressionam e Marcos Feliciano pode cair

fora felicianoDesde que o pastor e deputado do PSC-SP (Partido Social Cristão), Marco Feliciano, assumiu como presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, os movimentos sociais e de opressões não pararam de se manifestar. O deputado se mostrou intolerante com suas declarações ofensivos contra negros, mulheres e homossexuais.

Vídeos e notas de suas frases no Twitter circularam as redes sociais durante as últimas semanas, dando origem ao movimento “Fora Feliciano” e “Feliciano Não Me Representa”, este segundo, composto por pessoas que não fazem parte da população que sofreu discriminação, mas que se sentem indignadas pelas atitudes nada humanas do pastor.

A ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes Livre), filiada à CSP-Conlutas, junto com os movimentos sociais fizeram, na noite do dia 20, uma intervenção na audiência pública da comissão dos direitos humanos em Brasília.

Durante a comissão, os movimentos pressionaram e impediram que Marco Feliciano continuasse a audiência.

A expectativa dos manifestantes era sobre a possível renúncia de Feliciano, pois durante audiência surgiu um boato de que o pastor iria renunciar ao cargo na Comissão.

Segundo nota de Lucas Brito, da Comissão Executiva Nacional da Anel, “a única solução respeitosa possível é a saída imediata desse homem, que não para de desrespeitar não só as mulheres, negros e homossexuais, como a toda a juventude e a classe trabalhadora do país”.

Ainda não confirmado como oficial, após o episódio, Feliciano teria entregado uma carta de renúncia ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que já cobrava do PSC a saída de Feliciano do cargo.

Caso Feliciano renuncie, quem assume a comissão é a deputada Antônia Lúcia, também do PSC e evangélica, do Acre, que teve quase meio milhão de reais apreendidos durante a campanha e chegou a ser declarada inelegível pelo TRE em 2011.

Fonte: CSP-Conlutas

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