
O que eu vou escrever aqui não tem como intenção denunciar alguma matéria ou qualquer veículo de imprensa. A ideia é estimular o próprio leitor a refletir sobre as sensações que se tem, quando se escuta ou lê determinados nomes ou expressões. Após a identificação, o segundo passo é questionar a origem do pressentimento. Ele é fruto do que se viveu, estudou e viu ou é uma mera repetição do que foi massificado pelos grandes meios?
Existem muitos fatos que comprovam as obscuras intenções dos meios de comunicação. Apesar dos contrapontos documentados, muita gente, mesmo desconfiando, ainda opta por acreditar e reproduzir aquilo que a grande mídia expõe.
Como o mundo capitalista e globalizado nos aprisiona a futilidades e a intermináveis horas de trabalho, a grande maioria não se preocupa em pesquisar a fundo os fatos, por meios distintos.
Seria indigno creditar exclusivamente ao capital e à perversão dos meios a escolha que se faz. O conservadorismo é uma forte tendência humana. Uma vez que se sobrevive do jeito que as coisas estão, acomodar-se e criticar o novo tornam-se consequências naturais. Pensar, rever e mudar dá trabalho.
Voltando ao jogo de palavras, sugiro algumas delas para que o leitor inicie o processo de análise. Pense nelas: FHC, Lula, Estados Unidos, Cuba, MST, movimentos sociais, feminismo.
Antes que se inicie o processo, ratifico que qualquer pessoa, organização e país possuem seus pontos positivos e negativos. Não existe nada perfeito. Qualquer um tem falhas, qualquer movimento tem suas mazelas. Apesar disso, deve-se perceber que, quando a intenção é enaltecer, promovem-se os benfeitos, omitindo o todo. Quando se quer denegrir, é preciso um simples erro para que se desqualifique o todo.
Como se acessa pouco a história e as distintas fontes, as pessoas se tornam presas fáceis de propagandas e ideias massificadas.
Com relação aos movimentos sociais e alguns países que se opõem aos americanos e ao capital, é fácil identificar que a notícia dificilmente é razoável. Apontam-se exclusivamente aquilo que leve o telespectador ou leitor a julgar negativamente. Agora, deve-se perguntar: qual a posição do meio perante o movimento, país ou nome? Teria alguma intenção por trás do que se promove?
Quando se fala de Estados Unidos é notória a veneração. Passa-se por cima de todas as guerras, malfeitos e intervenções. Como o país domina a propaganda, expõe-se com bastante ênfase a suposta liberdade e democracia americana, além da destemida luta contra o “terror”.
Quando se fala de Cuba, remete-se a ditadura, pobreza. Jamais se fala dos índices humanos e a luta enfrentada contra diversas tentativas de intervenção ianque.
Com relação aos movimentos, é muito comum atingi-los apontando algum ato violento, sem apurar a origem ou estímulo para que aquilo acontecesse. Além disso, omitem-se as ideias centrais, o trabalho de base. Como a violência é um ponto que afeta negativamente qualquer pessoa, usa-se este artifício para desqualificar o movimento ou qualificar a reação. Como exemplo, cito o MST. Dificilmente ouvimos sobre a grandeza do projeto e as pautas reivindicadas. Assim fazem com o movimento feminista e qualquer outro movimento que quebre paradigmas e a ordem vigente. Mexer e mudar as coisas atrapalharia aqueles que estão no comando das coisas. Para desqualificar, basta focar em um pequeno excesso ou erro.
Saindo dos países, vamos às pessoas. Não é de hoje, que a grande imprensa tem os seus inimigos e os seus protegidos. Isso não é novo. Inclusive, quando se fala em democratização da mídia, a ideia é quebrar os monopólios e consequentemente ampliar os pontos de vista e opiniões.
Quando se fala em Lula é muito comum ver a grande mídia associá-lo, exclusivamente, a notícias que remetem a corrupção ou a qualquer malfeito ou costume. As palavras-chave são: mensalão, pedalinho, sítio em Atibaia, apartamento no Guarujá, gosto por cachaça. Agora, analise você os feitos, medidas republicanas e os malfeitos. Talvez, muitos não tenham acesso a tudo, com clareza. Esse também é um problema grave: a omissão dos fatos.
No caso de Lula, temos a omissão dos fatos positivos e a falta de provas do que é transmitido como negativo. Ele nunca pertenceu à nata da sociedade. É um estranho no ninho do alto comando. A classe dominante, naturalmente, irá macular sua imagem, com objetivo de afastar o intruso que teoricamente atrapalha a antiga ordem e interfere no status quo da elite.
Quando se fala em FHC, qual é a sensação que se tem? Faça a mesma análise: os feitos, medidas e malfeitos. Ao contrário de Lula, quando se fala em FHC, talvez a grande maioria não tenha acesso aos malfeitos. Agora pense nas palavras: sociólogo, plano real, economia. São palavras que são incessantemente associadas ao ex-presidente.
Agora compare os feitos de ambos por diversas fontes. Se desconfiar das fontes brasileiras, pesquise as fontes internacionais.
Por mais que eu tenha minhas convicções, o objetivo é que o leitor faça sua própria pesquisa e tire suas próprias conclusões.
Contudo isso é direito de cada um acreditar, gostar ou desgostar de um nome, país ou movimento. Mas antes de tudo, deve-se desconfiar. Vá além, pesquise e amplie as fontes, não permitindo que os grandes meios pensem por você e te use como soldado para enfrentar os inimigos deles. Enquanto a nossa sociedade não for capaz de fazer isso, a grande mídia inverterá as sensações e a verdade, fazendo você se apegar a falhas triviais: você terá ódio do seu aliado e amor pelo seu inimigo.
Como dica, sugiro alguns documentários:
1- O Mercado de Notícias
2- A Revolução não será televisionada
3- O dia que durou 21 anos
4- Privatizações: a distopia do capital
5- Utopia e Barbárie
6- Milton Santos, por uma outra globalização
Foto(*):latuffcartoons.wordpress.com

Não podemos comprar tudo i que diz a grande imprensa brasileira. Sabemos que ela não é imparcial e tem laços íntimos com a política brasileira.
Devemos lê_las, ouvi – las e refletir sobre os fatos, problemas e soluções. Nunca devemos aceitá-las como verdades únicas.
Faço da mídia eletrônica e as alternativas como contra ponto ao grande monopólio mediático.
Correção :# Midiático!!
Só uma Obs. Nas investigações, a minha dúvida é como o Filho do ex Presidente Lula adquiriu sua fortuna, ele sócio de empresas, dá aonde vem o capital do filho do ex Presidente? Seria herança? E por aí vai mais perguntas, os programas sociais são de louvor isso é um grande mérito. Assim como o Governo do PSDB, estamos sem resposta para termos de volta o crédito no companheiro Lula.