
Lá, como aqui. É inacreditável.
Uma proposta votada na Assembleia Geral da ONU pretendia derrubar uma medida do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que reconheceu no ano passado, para fins de concessão de benefícios a dependentes, a união homoafetiva de funcionários da ONU.
A maioria dos países da Assembleia Geral das Nações Unidas votou contra o veto – 80 países (inclusive o Brasil), contra 43 governos que queriam manter o conceito tradicional de família –, apoiando assim a decisão do secretário-geral em favor dos funcionários LGBT da ONU. Outros 37 governos se abstiveram.
Se o SIM ganhasse, um atentado à igualdade e aos direitos humanos – em um tema sem qualquer possível contestação razoável, se tomarmos como base a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) – seria promovido pelos países que compõem a ONU.
A própria ONU possui uma campanha pró-igualdade de direitos, chamada “Free & Equal”, em português “Livres & Iguais”, baseado no artigo 1o da DUDH, que diz: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.
Ganhou a igualdade.
Jornalista, 44, com mestrado (2011) e doutorado (2015) em Comunicação e Cultura pela UFRJ. É autor de três livros: o primeiro sobre cidadania, direitos humanos e internet, e os dois demais sobre a história da imigração na imprensa brasileira (todos disponíveis em https://amzn.to/3ce8Y6h). Saiba mais: https://gustavobarreto.me/
