Justiça

Em 2016, durante a votação do impeachment (golpe) contra a Presidenta Dilma Rousseff, um legislador disse que Dilma morria de medo (usou outras palavras, mais grosseiras) de (e citou o nome do torturador de Dilma Rousseff durante a ditadura).

Esse legislador foi eleito presidente da república em 2018, em eleições totalmente viciadas de mentiras, desinformação, calúnias, difamação, prisão ilegal de Lula, ameaças. A mentira como arma eleitoral. Lembram?

É bom lembrar sabe por que? Para que se faça justiça. Um crime não deixa de ser crime por ter sido cometido por uma autoridade. A justiça fechou os olhos. O delito cometido contra Dilma Rousseff permanece impune.

Crime que não é punido deixa de ser crime. Não sou advogado nem jurista e nem menos ainda juiz. Mas acredito na justiça. Para que exista sociedade, para que prossiga a democracia reconquistada, é preciso que se faça justiça.

Hoje vivemos um clima não sei se dizer de apatia. Indiferença quanto aos valores que devem nortear o convívio social. Isto é perigoso. Se for abolida a ordem, o que impera é o caos. Não posso menos que manifestar a minha confiança em que, afinal, justiça será feita.

Quando são abolidos os limites do inaceitável, se instala a barbárie. Saímos a muito custo, de um longo período de arbítrio, abuso de poder, impunidade, violência de distinto tipo contra o país, a classe trabalhadora, as mulheres, a comunidade LGBTQIA+.

Muita gente morreu sem que isto fosse evitado por autoridades que, ao contrário, ao invés de proteger, debochavam dos doentes. Não se pode alegar ignorância da parte de quem tinha o dever de cuidar da vida humana e ambiental, e fez o contrário.

Não se trata de vingança. Justiça é pôr as coisas no lugar. O certo é certo e o errado é errado. A imprensa e as redes sociais têm responsabilidade na geração e manutenção da ordem social. Todos temos. É hora de agir.

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