No último sábado, dia 17 de setembro, a cidade de Nova York (EUA) foi palco de mais uma das manifestações que estão ocorrendo pelo mundo como resposta à crise do capitalismo. Milhares de pessoas ocuparam Wall Street, principal centro financeiro da cidade, para protestar contra o mercado financeiro, o corte de gastos sociais, o desemprego em massa e a queda na qualidade de vida – atualmente, quase um em cada seis americanos vive em estado de pobreza.
O chamado foi feito pela organização OccupyWallStreet (Ocupe Wall Street), que se define como um “movimento de resistência, sem lideranças, formado por pessoas de diferentes cores, sexo e orientações políticas. A única coisa que todos nós temos em comum é que somos os 99% que não irão mais tolerar a ganância e a corrupção do 1%.”
Os manifestantes pretendem permanecer ocupados por tempo indeterminado e planejam organizar concentrações em outros pontos dos Estados Unidos. Agora, o grupo permanece em uma praça chamada Liberty Plaza, próximo a rua Wall Street.
Segundo informações do site da Opera Mundi, até o dia 19/09, a polícia de NY (NYPD) prendeu sete pessoas, quatro por utilizarem máscaras (a lei norte-americana proíbe que duas ou mais pessoas usem máscaras em uma manifestação), duas por tentarem ocupar o prédio do Bank of América e mais uma por ultrapassar uma barreira de policiais
No último dia 20, de acordo com o site da OcuppyWallStreet, pelo menos mais cinco manifestantes foram presos. Uma das prisões ocorreu após um manifestante se recusar a desfazer uma barraca que protegia da chuva alguns equipamentos de mídia.
Em matéria publicada pelo site venezuelano La Clase, a estudante de filosofia, Julia River Hitt, uma das manifestantes declarou: “este é um protesto contra a ganância corporativa. Viemos a Wall Street porque Wall Street é o ponto zero da ganância corporativa.”
Os principais canais estadunidenses – como a Fox News, Fox, CNN, MSNBC, ABC, CBS, FOX e NBC – não estão divulgando os protestos. No entanto, veículos independentes e de organizações políticas estão transmitindo e noticiando as mobilizações. A transmissão ao vivo do protesto está no site do Global Revolution.
No manifesto do OccupyWallStreet, o movimento realizou diversas convocações à população americana. Confira alguns dos pontos:
– Que os protestos continuem ativos nas cidades. Que cresçam, se organizem, se conscientizem. Nas cidades em que não há protestos, que eles sejam organizados e quebrem o sistema.
– Convocamos os trabalhadores não apenas a entrar em greve, mas a tomar coletivamente os seus locais de trabalho e organizá-los democraticamente. Convocamos professores e alunos a agirem juntos e a lecionar democracia, não apenas os professores aos alunos, mas os alunos aos professores. Ocupem as salas de aula e libertem as cabeças juntos.
– Convocamos os desempregados a se apresentarem como voluntários, a aprenderem, a ensinarem, a usarem as habilidades que tenham para se sustentarem como parte da comunidade popular que se revolta.
– Convocamos a organização de assembleias populares em cada cidade, cada praça, cada câmara municipal.
– Convocamos a ocupação e o uso de prédios abandonados, de terras abandonadas, de todas as propriedades ocupadas e abandonadas pelos especuladores, para o povo e para cada grupo que organize o povo.
(*) Matéria produzida originalmente na página da Caros Amigos.

HÁ BRAÇOS EM LUTA!
Enquanto há uns lutando contra o sistema, há outros se preparando para perptuar o sistema! Enquanto não houver alguma idéia, apenas movimento, a idéa predominante prevalecerá!
Democracia, talvez, um bom conceito a ser estudado em sua amplitude novamente.