Jornada

Tentaria, mais uma vez, dizer para si mesmo o que fora aquela jornada

De volta para o teatro. Quando fora a vez anterior que vira uma peça de teatro?

Vira e sentira, já que os músicos e as musicistas eram parte do espetáculo

Dança, risos, muita graça. Arte

O que é que eu sei da arte?, perguntara a si próprio enquanto assistia. Desfrutara de O Morcego, de Johann Strauss, no Teatro de Santa Isabel

Quantas vezes já dissera isto?

Qual a magia do teatro?

E a amizade?

O amor?

O que é que eu sei sobre alguma coisa?

Lembrara de Cuité. Pois é.

Sentado na van que ia e vinha a Recife e de Recife a João Pessoa, meditava

Música é sentimento. E o que é que é a vida, afinal?

Uma jornada para dentro de mim mesmo, tento dizer agora, em primeira pessoa.

Acompanhado vou mais longe, dissera

Chuva. O Shopping center. Tacaruna. Seria esse o nome?

Encontrar os artistas e atrizes, os músicos e as musicistas.

O teatro da vida. Recompor os passos dados.

Mendoza (Argentina) João Pessoa. Cuité. Pois é.

A vida é melhor em comunidade.

E a universidade e o sindicato criam essa possibilidade.

Agora já em casa, o encontro do Conselho Editorial da revista Consciência.

Projetos de livros.

Viagem. Afeto. Confiança. Segurança.

Leio para sarar. Para saber que tenho um lugar no mundo.

Escrevo para saber que não estou só. Crio pontes.

(31-08-2025)

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