Culto e ignorante
viveu a mentira
como quem faz
a diferença.
Se submeteu
a massificação do modismo
viu o desgaste das aparências
numa pseudo existência.
Viveu pouco o amor.
Escravo, empenhado
abnegado farsante
poderoso criminoso
vitorioso aparente.
Não descobriu
o segredo do cofre
da própria existência.
*andreschlederschleder@gmail.com
Imagem: Diógenes, pintura de Jean-Léon Gérôme (1860) – Internet
