Grito dos Excluídos mobiliza sociedade em todo o país

Pela 18ª vez consecutiva, o Grito dos Excluídos mobilizou a sociedade brasileira no dia 7 de setembro para protestar contra o ataque de direitos e denunciar as políticas públicas que promovem a exclusão social. Tendo como tema “Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda a população”, o Grito reuniu representantes de vários segmentos sociais. Muitas das manifestações, como as realizadas em Vitória (ES), Belém (PA) e Brasília contaram com a participação de professores em greve das Instituições Federais de Ensino.

Em Vitória, professores da Universidade Federal do Espírito Santo engrossaram o protesto chamando a atenção para o descaso com o qual é tratado o ensino superior no país. Em greve há quase quatro meses, os docentes cobraram a reabertura do diálogo por parte do governo e, ainda, a necessidade de investimentos na educação.

Mas não foram apenas os professores que participaram do ato, na caminhada ─ que percorreu parte da Avenida Beira-Mar e ruas da Praia do Suá, terminando em frente ao prédio do Tribunal de Justiça, na Enseada do Suá ─ era possível ver idosos, jovens, crianças, trabalhadores, religiosos, estudantes, professores, sindicalistas, moradores de rua, e tantos outros brasileiros comprometidos e solidários com a luta social dos excluídos.

“O grito dos excluídos é uma forma da população mostrar a sua força. O que estamos vendo aqui hoje é um pedido coletivo por menos violência e mais igualdade”, ressaltou o padre Kelder José Brandão Figueira, da coordenação do Grito.

Privatização do Hucam
Os professores da Ufes presentes no Grito dos Excluídos distribuiram panfletos e um jornal que expressam os prejuízos que a população capixaba, principalmente a mais carente, irá sofrer com o projeto de privatização do Hospital das Clínicas que está em processo acelerado.

Um panfleto lembra, inclusive, da primeira reunião do Fórum Capixaba da Saúde que vai acontecer na próxima terça-feira,11, às 18 horas, na sede da Adufes, no campus da Ufes (Goiabeiras), em Vitória. O coletivo ainda está sendo formado e espera a participação de várias entidades para compor o Fórum.

Docentes na luta

No Pará, o Grito dos Excluídos reuniu dezenas de manifestantes, que foram da avenida Nazaré até a Praça da República. Professores federais, em greve há 117 dias, participaram do ato para cobrar a reabertura do diálogo com o governo. Eles criticaram o corte do ponto de funcionários, e procuraram sensibilizar os representantes do legislativo para a necessidade de investimentos na educação. “Há um total descompromisso do Governo Federal com a educação, já que eles sequer abrem negociação com os professores”, criticou o professor Benedito Ferreira, em entrevista ao site G1.

Em Brasília, professores do Comando Nacional de Greve do ANDES-SN participaram de uma coluna da educação. Na ocasião, foi divulgada a greve nas Instituições Federais de Ensino nos discursos realizados e em entrevistas à imprensa.

Docentes da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) também participaram do Grito dos Excluídos em Teresina. Além de protestarem contra o descaso do governo, que não apresentou contraproposta para a categoria, eles divulgaram a campanha SOS Uespi.

O Grito dos Excluídos também foi realizado, com sucesso, em São Paulo ─ onde a concentração foi na Praça da Sé ─ e em Belo Horizonte. Na capital mineira, mais de 3,5 mil pessoas, entre dirigentes e militantes dos movimentos sociais, saíram da Praça da Estação e seguiram até a Praça Sete, onde foi realizado um ato público.

Com informações da Adufes e de sites de notícias.Foto: Adufes

Fonte: ANDES-SN

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