Filho da outra

Cala o dia.
Estarrecedor estampido
Rompe a noite poderosa
Com seu exército de aflitos.
As entranhas dos bordéis
Dão-se aos monstros das turbas de arbítrio.
Os filhos deste exército
Comem os restos
Das princesas de aluguéis.
O consumo dos corpos delinquentes
Dão-se conta da “procria” carente,
Como troféu aparente
Na batalha dos bordéis.
Nesse tétrico esplendor,
Sem saber quem é o seu mentor,
Relembra os tempos idos de sua gestação.
Repudia-se por ter nascido
De um esperma bêbado,
Na contemplação de uma orgia.

*andreschlederschleder@gmail.com

Imagem: Internet

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