Fanzine: alternativo e popular

Imagem Os alternativos dos alternativos - gr

Corte, colagem, fontes e imagens diversas que comunicam muito além do que pode ser lido. A linguagem jovem e alternativa dos fanzines brincam com a criatividade e ousadia de quem busca uma ferramenta de comunicação barata, fácil de fazer e sempre diferente uma da outra. Quem deseja conhecer um pouco mais da publicação e ainda descobrir mais sobre a história da imprensa no Brasil pode aproveitar até o próximo dia 05 de agosto, na Biblioteca Nacional. A exposição gratuita Os alternativos dos alternativos – da poesia marginal ao anarcopunk, está no 2º piso da Biblioteca, das 9 às 20 horas.

A palavra Fanzine é uma abreviação de fanatic magazine (revista de fãs).  Os primeiros fanzines surgiram nos Estados Unidos em 1929 e foram muito utilizados na França, durante os movimentos de contra-cultura, de 1968. Graças a esses movimentos, os fanzines representam uma ferramenta de comunicação impressa de baixos custos. No Brasil, desde a década de 1980 até hoje, os “zines” são utilizados por movimento anarquistas, punks e, principalmente em atividades ligadas à educomunicação e à mobilização social.

Artesanais, os fanzines registram um movimento poético-cultural ocorrido no Brasil que marcou a década de 1970, com desdobramentos nos anos 1980. O movimento lançou autores da denominada poesia marginal, dando origem a um grupo excluído da lógica do mercado editorial e da indústria cultural, com inspirações no Modernismo, na Tropicália e na contracultura.

Quem for à Biblioteca Nacional poderá conferir impressos da Geração Mimeógrafo e panfletos em papel A4 nos quais artistas publicavam suas poesias e textos de protestos de autoria de figuras como Chacal, Torquato Neto, Aricy Curvello – a maior parte da coleção de mimeógrafos poéticos no acervo da Biblioteca Nacional foi doada por este último poeta, além de mimeógrafos politizados e poéticos do movimento punk.

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