Estes dias passados, tenho dado atenção a algumas atitudes, ou alguns aspectos do ser humano, que me parece interessante partilhar. Um deles, se refere à diminuição da auto-exigência, ou da exigência em geral, como uma forma de viver mais livre e solta, mais fluente. Isto tem a ver com as expectativas.
Cada vez que espero algo que não acontece, algo que não está ou que eu não encontro, me frustro. Se afrouxo, por assim dizer, as expectativas e as exigências, posso experimentar a vida desde um lugar de paz. Desde uma tranquilidade maior, que me inclui e inclui tudo e a todos à minha volta.
A exigência, a expectativa exagerada, geram rechaço, rejeição, ao mesmo tempo que nascem do rechaço e da rejeição. A aceitação, ao contrário, é um movimento de acolhimento. Na medida em que vou me abrindo para uma maior aceitação do ser que sou, e do mundo e das pessoas à minha volta, uma harmonia maior começa a me ajustar à rede relacional, ou melhor dizendo, às redes relacionais de que faço parte.
Desde a mais estreita e a primeira, a família, até as que vão se estendendo ao meu redor, os amigos, os colegas, os vizinhos, as pessoas que vou encontrando na minha vida diária na rua, na padaria, na feira, no mercadinho, na calçada, na praia, aonde for. Obviamente, a aceitação tem limites.
Do que estou querendo tratar aqui, é de uma relação padrão, de uma atitude interior de fluência, de aceitação, em primeira instância. Esta atitude de acolhimento, pode e deve ter os seus limites, na existência efetiva, mas ela predispõe para um convívio mais amoroso, menos conflitivo.
Pretende-se que o acolhimento e a compreensão, substituam o preconceito e o medo, geradores de violência e discriminação

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/
