Era uma vez um menino, mineiro, mimado e amador

Foto : Reprodução Internet.
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Era uma vez um jovem e promissor político que posava de bom moço e decidiu concorrer para ser presidente da República. Ele prometia. Ao lado desse político, que respirava renovação, havia outras pessoas que colocavam as mãos no fogo por ele. Esse jovem mancebo tinha na mão uma política neoliberal, mas para que explicar o que é essa política neoliberal aos eleitores? Ainda há quem acredite que o comunismo ainda existe entre nós.
Chegou o grande dia. O mineiro menino foi para o segundo turno, em pés de igualdade com a rival eleitoral. O resultado? O menino mineiro perdeu a eleição para a presidente, perdeu por uma pequena margem.
Passado o período das eleições, o menino mineiro e mancebo fez birra, como uma criança mal criada; não aceitou o resultado e se aglutinou com outros parasitas políticos e empresariais. Aliou-se com os patriotas que usaram camisas de marca esportiva, cujo trabalho é escravo, e foi adiante, rumo ao golpe contra uma mulher eleita presidente do Brasil, que governaria não para os mais de cinquenta milhões de votos, mais para toda a nação.
Passado o golpe, hoje o menino mineiro e mimado está no ostracismo político. A pose de moralista e defensor da ética e contra corrupção, está como réu, pego numa gravação telefônica pedindo mais de dois milhões de propina e obstruindo a operação lava-jato.
Aécio Neves estava com a faca e o queijo na mão para se tornar um político de ideias novas e arrojadas. Aécio Neves foi outro político que decidiu ir pelo caminho curto da história e já dizia em certa ocasião que a história cobra um preço amargo para quem a manipula.
Com as falhas da direita e da esquerda, surge outra via política, tão amarga para ser ingerida: a extrema direita.
A extrema direita pode subir ao poder pela via democrática e com passar do tempo, mostrará para que veio. É o que fará em caso de ascensão ao poder.
O senador Aécio Neves perdeu a oportunidade de entrar para os anais da história como um político que reconheceu a derrota eleitoral e deu a volta por cima. O histórico ficará para sempre manchado pelo golpe legislativo midiático. Não teve a humildade de reconhecer a derrota pela vias legais que a democracia exige.
Foi o garoto mimado, amador e sem caráter.
(Via Fábio Nogueira: estudante de história da Universidade Castelo Branco e militante da Educafro. E-mail historiadorfabioucb.49@outlook.com)
 

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