Encontro Internacional do Sindicalismo Alternativo acontece neste final de semana em Paris

Nestes dias 22, 23 e 24 de março organizações e entidades de luta de diversas partes do mundo se reúnem para um Encontro Internacional em Paris, França, para discutir crise econômica mundial e a construção de uma alternativa da classe trabalhadora para tal crise.

De acordo com o membro da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas Dirceu Travessso, o Didi, que já está em Paris há dez dias preparando a atividade, é a construção dessa alternativa que dará o grande tom do evento. “Construir uma alternativa dos trabalhadores diante da crise econômica do Capitalismo é o que nos une nesta iniciativa”.

O evento conta com a representação de trabalhadores de 24 países – inscritos até agora. São eles: Franca, Espanha (com representação da Catalunha, Galícia e País Basco), Portugal, Itália, Suíça, Alemanha, Bélgica, Grã Bretanha, Turquia, Argélia, Marrocos, Sahara, Egito, Argentina, Paraguai, Chile, Colômbia, Peru, Haiti, Canadá, Quebec, Benin, Brasil e Indonésia, que estarão representados por mais de 200 pessoas.

A delegação brasileira vai com 47 representantes de entidades filiades à CSP-Conlutas e de entidades convidadas. Entre elas, representações de petroleiros, metalúrgicos, servidores públicos, operários da construção, trabalhadores rurais, além de representantes das lutas contra a opressão.

Segundo Dirceu, este encontro é parte de uma caminhada que já vem ocorrendo há alguns anos nos quais as entidades envolvidas têm tentado construir a unidade internacional e buscado coordenar e unificar lutas. “Independente de filiação ou não em alguma central ou organização internacional, o objetivo é que nos somemos para construir a unidade internacional tão necessária para enfrentar os planos imperialistas”, afirma.

O Encontro Internacional do Sindicalismo Alternativo pretende aprofundar as trocas de experiências, debater de maneira livre e democrática as concepções e visões, impulsionar uma Coordenação dos setores independentes e alternativos. “Queremos construir uma rede que desenvolva ações de solidariedade e unidade, articule campanhas e iniciativas comuns, além de divulgar nossas lutas, ações e experiências, como parte do fortalecimento da unidade internacional”, reforça o dirigente brasileiro.

A CSP-Conlutas acredita que este é um passo importante na construção de uma alternativa mundial dos trabalhadores frente às políticas econômicas dos diversos governos diante da crise econômica capitalista. Uma crise que está impondo o desemprego, a falta de perspectiva entre os jovens, fim de direitos trabalhadores conquistados com muita luta, fim da previdência social e tantos outros ataques, fim da política de bem estar social.

“O Brasil não passa pela mesma situação econômica vivenciada pelos países europeus. Mas sabemos que não vivemos isolados. O governo brasileiro também sabe disso e já aplica medidas anti trabalhistas para se precaver”, finaliza Dirceu.

Fonte: CSP-Conlutas

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