Doze anos de terrorismo de Estado contra a tradicional Casa do Índio no Rio de Janeiro

Por Patrick Granja / A Nova Democracia 

A tradicional Casa do Índio, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, está na mira da obscura política indigenista do gerenciamento tampão de Dilma Roussef. Desde 1999, com a criação da Fundação Nacional de Saúde, a Funasa, a Casa do Índio começou a ter seus recursos cortados pelos gerenciamentos de turno. A instituição foi criada em 1968 para auxiliar índios portadores de deficiências físicas, mentais e doenças crônicas. Sua fundadora e diretora, Eunice Cariry, diz que, depois da criação da Funasa, os moradores da Casa do Índio têm sofrido com cortes de verbas, fraudes em notas fiscais e até invasões da polícia federal ao prédio da instituição. Segundo denúncias de outros grupos indigenistas, os ataques estariam sendo orquestrados porque a Fundação Oswaldo Cruz estaria interessada no imóvel, em conluio com a direção do Museu do Índio.

Seundo Dona Cariry, o presidente do Museu do Índio há mais de dez anos, José Carlos Levinho, é um dos protagonistas dessa estratégia de desarticulação da Casa do Índio. De acordo com ela, seu objetivo seria transformar o local em um cento de estudos. Dona Cariry diz que, além das ameaças à estrutura da casa do Índio, os gerenciamentos de turno chegaram a invadir o local com a polícia e atirar bombas contra o prédio. De acordo com a fundadora da Casa do Índio, o cancelamento repentino de um convênio com o governo federal prevê a suspensão dos salários de todos os funcionários. Mas Dona Cariry diz que continuará resistindo.

 

 

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