
Por Ana Amelia Guimarães*
Quando eu me for dessa vida
Separem os meus órgãos sadios e salvem vidas.
Façam com que meus olhos ainda vejam
As belezas que ainda não vi
Que meu pulmão receba o oxigênio que nunca senti
Que meu coração bata por amor por aqueles que jamais conheci
Que meu fígado aprecie aquele vinho que sempre quis
Que meus rins filtrem o sangue e produzam bem estar
Que minha pele cure feridas que não conseguem cicatrizar
Que meus ossos ajudem numa nova caminhada
E o que sobrar façam uma grande fogueira
As cinzas soltem-nas do alto de uma colina
E deixem o vento levar.
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*meliaguima@gmail.com
Imagem: Internet
