Denúncias sobre violações na Pinheirinho chegam a órgãos internacionais

Foto: Carta Capital

Um relatório sobre violações aos direitos humanos na operação policial contra a ocupação Pinheirinho foi encaminhado a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) nesta quarta-feira (1º). (Da Agência Pulsar)

O texto destaca “o tratamento desumano e degradante” dado aos moradores da comunidade, que tiveram suas casas destruídas em São José dos Campos, São Paulo. Aponta que os abrigos têm condições sanitárias precárias, espaço insuficiente e atendimento médico dependente de voluntários.

Destaca também que são frequentes as denúncias de espancamentos e intoxicação devido a disparos de bombas de gás e uso de spray de pimenta. Houve ainda registro de feridos com armas de fogo.

Até o momento da finalização do documento “Pinheirinho: um Relato Preliminar da Violência Institucional”, não foi possível comprovar mortes. No entanto, relatos de moradores dão conta que há famílias de pessoas desaparecidas sendo forçadas a não denunciar os casos de violência.

Além disso, o documento registra que o acesso à área durante a operação policial foi proibido até mesmo a parlamentares e autoridades federais, impedindo que arbitrariedades fossem divulgadas ou evitadas. Por isso, destaca como urgente uma ação mais contundente do poder público em apurar os fatos ocorridos na ocupação Pinheirinho.

Eduardo Baker, advogado da Justiça Global, conta que a obstrução do trabalho de defensoras dos direitos humanos foi evidente, inclusive junto a hospitais e ao Instituto Médico Legal (IML). Ele afirma que os conflitos entre as esferas do Judiciário foram decisivos para o “episódio de barbárie”, que deixou 1.600 famílias sem casa.

Além da Justiça Global, Brigadas Populares e a Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência formularam o documento. O trabalho contou com a colaboração de grupos de apoio aos desabrigados da ocupação Pinheirinho.

Eduardo Baker, advogado da Justiça Global, fala sobre o caso Pinheirinho:
[audio:http://www.brasil.agenciapulsar.org/audios_pls/8525_1.mp3%5D

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