Decência a gente vê por aqui. Docência a gente vê por aqui

Leio Lula: as suas entrevistas desde a prisão política que lhe foi imposta em Curitiba.

Conhecimento do Brasil e do mundo, das pessoas e de si mesmo. Noção das suas raízes pessoais e familiares, o valor do trabalhador migrante que sabe que das suas mãos nasce o que sustenta a vida.

A diferença com o “discurso” (vômito) de quem desde a insanidade que a esterilidade e incompetência propiciam, apenas sabe destruir, ameaçar, atropelar, insultar, ofender, debochar.

Não se encontram nas entrevistas de Lula –que todo/a estudante deveria ler– o rancor, o ódio, o desejo de vingança, a vaidade de quem se acha superior aos demais apenas por achar que é.

É tempo de escuridão em um plano da realidade e  um desafio para todos/as que sabemos que a marcha das formigas não pode ser detida: elas acabam por comer o elefante.

O “príncipe das trevas” –já houve um outro “príncipe” que o antecedeu, não menos anti-humano, antinacional e antipopular—não reinará. A luz acaba retornando de uma maneira ou de outra.

Humildade, sabedoria, serenidade, continuam sendo sinais de distinção das pessoas grandes. Tomo isto como um sinal para mim mesmo. Quando estiver me afastando desta frequência, prestar atenção ao rumo certo.

A vida é uma construção a longo prazo ainda quando possa se tratar de vidas breves. É a costura ínfima e apenas perceptível de momentos, atitudes, sentimentos, sonhos, esperanças, partilhas, todo esse tecido miúdo que é o instante, que configura, sustenta e mantêm a pessoa.

Não sou petista nem lulista. Apenas aprecio as pessoas decentes que me ensinam e ensinam a quem quiser aprender, que o nosso valor não depende do que possamos ter, mas daquilo que fomos capazes de fazer de nós mesmos/as muitas vezes nas situações mais difíceis. A lista das pessoas que mais admiro é grande em certo sentido. Em outro, é mínima.

Meus pais e meus irmãos, minha esposa, toda minha família que me antecedeu e sucedeu. Aqueles poucos amigos e amigas, colegas das redes solidárias de que participo, e com quem fui recuperando uma noção do viver que me esforço por cultivar toda hora. Aprendi que não existe arte maior do que aquela que nos faz atravessar inteiros qualquer circunstância.

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