“Eu não nasci para sofrer, mas o sofrimento pode servir para o meu crescimento, desde que eu tenha a humildade necessária para compreender.” (Adalberto Barreto)
Esta frase veio a mim esta tarde. Me trouxe alívio. Não que eu estivesse em alguma situação de sofrimento extremo. Dificuldades cotidianas, decorrentes das minhas maneiras de ser. O meu alívio sequer precisou da compreensão necessária.
Foi apenas um relance da minha vida, no meio a muitas outras vidas. Isto bastou. Senti-me melhor, ao perceber que o sofrimento faz parte da vida, de maneira inevitável. Mas não é resignação. É compreensão, uma vez que há frustrações, desencontros, desajustes, choques inevitáveis, no cotidiano.
Estas minhas dificuldades, minha fragilidade, ou o nome que eu possa lhe dar, me causam dor. Essa dor, esse sofrimento, são a porta aberta para o que existe de eterno em mim. Chamo isto do meu rio interno. Já não procuro então uma perfeição inatingível, mas me nutro desta fonte que me sustenta e me sustêm.
A vida é assim. Saber que isto é desta maneira, me faz forte, e me consola. Pode parecer paradoxal, que o sofrimento traga alegria, plenitude, felicidade. Mas é assim, se formos capazes de compreender.

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/
