Conversa, segunda feira, 24 de agosto 2015

Nessa data, 24 de agosto de 1572, ocorreu a tristemente famosa Noite de São Bartolomeu.

Em Paris e outras cidades da França, os católicos se organizaram e massacraram milhares de evangélicos (huguenotes). Morreram familias inteiras, homens, mulheres e crianças. Pelo crime de serem evangélicos.

É terrível saber que alguns dias depois, quando soube da notícia, em Roma, o papa fez um culto de ação de graças – um Te Deum – pela vitória contra os protestantes…

Mais lamentável ainda pensar que ainda hoje tem cristãos que continuam com essa visão de uma fé guerreira e cruel com os que pensam diferente. No mundo todo, religiosos se digladiam… Mas, eu sofro mais quando fico sabendo que são cristãos que fazem a perseguição. Quando eles são vítimas, é triste, mas é digno e é como dizia o marechal Rondom nas aldeias indígenas: “Antes morrer do que matar”.

Para mim, o mais duro é que por trás de tudo isso existe uma teologia e uma espiritualidade que fundamentam essa forma de crer e viver. E é preciso mudar isso. Transformar essa forma desumana de crer para uma espiritualidade ecumênica e amorosa.

Deixe uma resposta