Conceitos da nova polícia do Rio percebidos em um vídeo da OAB-RJ

  • Ladrão agora leva fotógrafo para registrar a sua ação criminosa;
  • “Mobilização social” e “luta por direitos” recebe agora o novo nome de “formação de quadrilha” e pode, portanto, ser enquadrado na legislação penal;
  • Manifestantes são inimigos em potencial que precisam ser interceptados e alvejados. Assim, difusamente;
  • Isso inclui advogados tentando resguardar o direito à reunião e manifestação pacífica;
  • Isso inclui pessoas dentro de suas casas, que deveriam deixar a polícia entrar sem mandado;
  • É um padrão consolidado, visto que ocorreu em 90% das vezes em que as pessoas tentaram exigir nas ruas direitos;
  • Esse conceito não pode ser observado na TV, apenas no YouTube;
  • Algumas pessoas — como sempre ocorreu, historicamente, em qualquer ditadura militar, acham isso normal.

O relato de membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ: “A PM montou uma emboscada. Iniciou o conflito atirando bombas, e depois encurralou as pessoas em fuga. Mesmo sem oferecer resistência manifestantes receberam tiros e bombas. Nós também. (…) Não somos manifestantes ou partidários desta ou daquela opinião. Mas defendemos de forma intransigente o direito de liberdade de expressão. Quando defendemos a paz, não pedimos que abandonem a luta, muito pelo contrário, acreditamos que a resistência pacífica e a tolerância são as verdadeiras armas. E, é claro, estaremos lá para filmar tudo. Nenhuma voz será calada neste País. Nenhuma propaganda irá encobrir a verdade.”

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