Ontem, a Associação Brasileira de Terapia Comunitária Integrativa (ABRATECOM), celebrou os seus 22 anos de vida.
Como um dos veteranos desta longa caminhada de construção e fortalecimento de vínculos, me permito desejar que sejamos capazes de nos renovar e fortalecer constantemente, enfrentando os desafios de um tempo em que as forças que ameaçam a preservação da saúde mental comunitária, estão a exigir um agir cada vez mais consistente, mais integrado, mais decididamente comprometido com a diversidade, a esperança e o cuidado.
Olhando para a perspectiva do trajeto percorrido, não posso menos que me orgulhar de fazer parte desta associação, desta rede. Aqui pude ir completando o meu propósito de voltar a ser eu mesmo. Recuperar a minha essência, colaborando com pessoas de distintas partes do Brasil e de outros países da América Latina.
Esta imagem representa a confiança. O bem maior. O que fui capaz de ir recuperando de mim mesmo num longo trajeto de ir pondo para fora o que não era meu, transformando o que poderia ter-me destruído, em competência sanadora.
A comunidade que surge quando enfatizamos o que nos une, o que nos aproxima como seres humanos, o que nos faz gente. A solidariedade posta na preservação da vida. A possibilidade de fazermos do dia a dia, da vida diária, da luta constante pela preservação da nossa integridade, uma força propulsora de uma coesão social cada vez mais potente.

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/
