Ciclos do Céu, Ciclos da Alma

Fonte: Instagram

O ano de 2026 chega como chegam as luas: em silêncio, mas cheio de promessa. Não se anuncia em fogos, e sim em ciclos. A cada vinte e nove dias, a Lua desaparece e retorna, lembrando que viver é aceitar o movimento.

Na Lua Nova, o céu parece vazio. Mas não está. É no escuro que os começos se recolhem. O coração fala baixo, a vida pede verdade. Planejar, em 2026, será menos sobre controle e mais sobre escuta. A esperança nasce tímida — e ainda assim, suficiente.

A Lua cresce sem pressa. Não explode; insiste. Avança entre dúvidas, erros e pequenos ajustes. Crescer dói, mas permanecer parado dói mais. Tudo o que importa começa assim: imperfeito, mas vivo.

No centro de todas as fases, há o Sol. A Lua não tem luz própria — ela apenas reflete. E nunca deixa de refletir, porque o Sol permanece. Assim também nós: mesmo quando parecemos em sombra, existe um sol interior que sustenta nossa luz. Nem sempre brilhamos por inteiro, mas a fonte nunca se apaga.

Quando a Lua se faz cheia, tudo transborda. Emoções, verdades, conquistas. Sentir demais é apenas sinal de estar vivo.

Depois, a Lua minguante ensina o descanso. Soltar não é fracassar. Silenciar é preparar o recomeço.

E assim, ciclo após ciclo, 2026 se revela: não como um ano de felicidade constante, mas de consciência profunda. A esperança não grita — sussurra. Volta a cada Lua Nova, lembrando que sempre há um começo possível.

Como a Lua, não precisamos estar inteiros o tempo todo.
Há um Sol em nós que nunca deixa de brilhar.

Texto: Washington Bezerra

Psicólogo Clínico: atendimento presencial em Recife e Olinda/Online para todo Brasil e países de língua portuguesa. Palestras e oficinas, vivênciais e didáticas sobre saúde mental para empresas e instituições (em consonância com a NR 1)
Contato: @washingtonbez_psitc @aquariusnac via mensagem privada. 81 985411371
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Um comentário sobre “Ciclos do Céu, Ciclos da Alma”

  1. Difícil expressar com palavras o que este escrito me traz. Acredito que deva fazer isto com outras pessoas, também. Um sentimento claro e profundo, sábio, resplandece. Algo que a mim pessoalmente me custa bastante. Aceitar as oscilações da vida. O ir e vir. A própria sucessão das mudanças. O saber que cada tropeço é seguido de uma nova e mais forte decisão de vencer. O fato de eu me decidir a comentar este texto do amigo Washington Bezerra, é porque simplesmente ele expressa bela e singelamente o que eu preciso aprender e praticar. A arte de fluir com as flutuações. O ver que a vida é essa sucessão nem sempre compreendida, de mudanças por vezes apenas perceptíveis. E que a obra de arte de ser quem sou, nasce exatamente deste aprendizado sutil e expresso. Não sou perfeito. Sou alguém que está a caminho.

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