Censura: Militares impedem cinegrafistas de fazer imagens no Complexo do Alemão

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

No último domingo, dia 2 de outubro, o jornal A Nova Democracia divulgou imagens exclusivas que mostravam um morador do Complexo do Alemão sendo espancado por soldados do exército. No dia seguinte, as equipes do AND e da Agência de Notícias das Favelas foram ao local entrevistar o homem que sofreu as agressões. Desde novembro do ano passado, as tropas do exército ocupam as treze favelas do Complexo do Alemão. Segundo moradores, militares estariam levando a cabo um regime de exceção nas favelas ocupadas. No dia em que estivemos no local, uma clara evidência desse regime foi registrada por nossas câmeras. Quando faziamos uma filmagem na Estrada do Itararé, um grupo de militares sem identificação nos abordou e tentou nos proibir de filmar. Segundo o oficial a frente do grupo, a proibição foi uma ordem de seus comandantes. Segundo ele, filmagens e fotos estariam proibidas no Complexo do Alemão sem autorização prévia do exército.

Para nossa surpresa, quando conversávamos com o oficial, um soldado surgiu com uma câmera nos fimando. Ele chegou a tentar fotografar nossas credenciais. Na base do exérito no Complexo do Alemão, o Chefe do Estado Maior das tropas que ocupam o Complexo disse que os soldados que nos abordaram não entenderam a ordem do comando. Ele disse ainda que a imprensa pode filmar  e circular livremente pelo Complexo. No entanto, segundo moradores, no dia seguinte, a equipe do SBT também teria sido proibida de filmar na localidade conhecida como Largo da Vivi, no Morro da Alvorada.

Um comentário sobre “Censura: Militares impedem cinegrafistas de fazer imagens no Complexo do Alemão”

  1. A violência é a maior causa da violência, seria uma utopia se não existisse lógica as abordagem que fazemos da violência antagônicas a nossa própria existência que por uma virgula ou outra estaríamos vivendo uma repetição no sentido característico de que para o povo só existe para suplantar a dignidade humana. Por isso não posso falar com o povo pós este é vítima de sua negligência e subserviência. Seria imaturo de minha parte mais quero que alguma “energia” que nos acorde e esclareça de nossa condição. Apreendamos com os nossos erros para lutarmos juntos pelas nossas conquistas sociais. Segurança se faz com participação social cursos e mais cursos, parcerias e mais parcerias. Não é o exercito que não permite, somos nos que não nos víamos! E não frequentamos nossas associações que são de Políticos de carreira. Fazermos da economia solidária uma forma de minimizar o consumo excessivo de mercadorias criações de hortais comunitárias. Calendário comemorativo local com a comenda Cidadã (ão) Efetivo, e outros que a comunidade necessitar. Criar uma comissão mista dos Três setores para administrar os recursos do teleférico para que acidentes não aconteção e evitar a calunia de que os favelados são o circo! Temos que formar a mão de obra na comunidade para manutenção do equipamento e é claro que tamanho investimento já nos deu privilégio de podermos fabricar os equipamentos e peças em nossas universidades públicas. To cansado de perde só espero ter sido claro todos somos a segurança que queremos. Vamos trabalhar…
    Saudações Ecossociais.
    Rodolfo Abreu.

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