Capitalismo, uma história de amor

Sábado de carnaval, nada para fazer e decidi assistir um DVD, o filme/documentário do cineasta norteamericano Michael Moore (Capitalismo: Uma história de amor). Entendi por que todos os poderosos da academia de cinema de Hollywood têm medo dele, assim como os mais conservadores americanos não gostam dele e todo liberal globalizado o odeia.
Michael Moore não faz crítica ao capitalismo somente por ser capitalismo, mas sim porque o modelo financeiro e ideológico é tão cruel, desumano e voraz na hora de devorar sua presa. As hienas são animais inocentes perto desse sistema. No ápice da crise que abalou as grandes economias do mundo, os Estados Unidos, principais defensores da separação do Estado da economia, jogaram o seu dilema na lama na hora de salvar os bancos e o sistema financeiro que estavam na beira da falência. Todos receberam trilhões de dólares para se salvar.
Enquanto isso, milhares de americanos viam suas casas, o patrimônio que qualquer ser humano digno pode ter, arrancadas de suas mãos. Na verdade, os maiores beneficiados com a crise, tanto americana quanto a européia, são os especuladores e as famílias mais ricas de ambos os países.
O Frei Leonardo Boff definiu muito bem esta crise. Ele foi taxativo ao afirmar que não somente se tratava do dinheiro em jogo, mas também de tudo aquilo que as grandes potências fizeram e fazem com suas ex-colônias no passado presente. A ganância por dinheiro está extrapolando os limites: não há regras e nem ética.
Socialismo de Estado acabou. Errou achando que colocando limites nas pessoas poderia seguir em frente. O mesmo acontece hoje com capitalismo, não existem limites e está acima de tudo e de todos. Até a democracia corre perigo, em nome da “liberdade” e do bem –estar.
A humanidade já conheceu várias formas de sistemas de governos ou reinados, e o último que assistimos foi o socialismo ser superado, na sua forma à época, por seus próprios erros. Não ficaremos espantados caso o próximo seja o capitalismo, tão idolatrado pelos nossos economistas e intelectuais de plantão do Instituto Milenium. Será o fim para o pobrezinho do Rodrigo Constantino.
(*) Fabio Nogueira é estudante de História da Universidade Castelo Branco e Militante da Educafro. E-mail: fabionogueira95@yahoo.com.br

2 comentários sobre “Capitalismo, uma história de amor”

  1. Gostei do seu comentário. Mostra q tem independência. Entretanto, se Obama não tivesse tomado essa providência, o povo americano e até nós teríamos sido fortemente atingidos por uma crise mundial muito mais forte. Eu gostaria de assistir a esse filme para aprofundar minha opinião. Sou pela liberdade de expressão. Mas, o meio termo da democracia social de mercado, tipo alemã, da economia Keynesiana, do Estado do bem-estar… foi o q pôde prover os maiores progressos da sociedade humana, amigo!
    Pense Direito!
    Essa é a minha opinião!

Deixe uma resposta