O ano começa como qualquer outro, cheio de votos de saúde, alegrias e sucesso. O ano novo começou com os mesmos velhos problemas que estamos cansados de ver e ler. São enchentes que destroem vidas de norte a sul desse país. Entra e sai governo, a situação é a mesma e a pergunta fica: até quando?
A lista não termina por aqui. Os surtos de dengue continuam causando tragédias por todo o país, tornando-se uma epidemia nacional. Façamos a mesma pergunta: até quando?
Como era de esperar, a maior rede de televisão do Brasil, como de costume, nos brinda com seu show anual, o BBB. Um total desserviço para o povo, que vê sua mente sendo posta à prova de até onde pode ir a sanidade humana. Como no episódio do estupro, por si uma violência para mulher, que passou em toda rede nacional. Porém, ninguém é obrigado a entrar na casa mais vigiada do Brasil e ter sua intimidade exposta vinte e quatro horas por dia.Vai quem quer.
Outra que entrou na onda é uma moça chamada Luisa. Uma simples frase feita pelo pai da própria virou sucesso nacional, ganhando espaço em telejornais de ampla cobertura.
Duas perguntas: como pode um país como o nosso levar tão a sério um programa que faz dos telespectadores verdadeiros idiotas (e quando falamos disso, inclui até pessoas bem instruídas e formadoras de opinião)? E se prender numa simples frase de uma garota que até então era como qualquer outra brasileira? Que país é esse? Será que Charles de Gaulle estava certo em dizer que o Brasil não é um país sério? A resposta fica com o leitor.
Fevereiro dá o ar de sua graça com a greve dos policiais militares do Estado da Bahia, há duas semanas do carnaval, o que seria um desastre para o turismo. O direito de reivindicar melhores salários e condições para trabalhar foi negado, apesar de ser um direito.
A greve ameaçou se espalhar por todo Brasil, e o Rio de Janeiro chegou a ensaiá-la junto com os bombeiros, policiais civis e guardas penitenciários. Mas não foi em frente.
Chegou o momento que toda sociedade decente deve perguntar qual tipo de polícia queremos? Uma polícia com a cara do povo, menos violenta, menos corrupta, mais ativa e menos corporativista.
Não queremos uma polícia que perde os seus limites com os moradores de periferia (favelados, negros em sua maioria). Não queremos uma que mata e depois pergunta o nome do cadáver. Não queremos uma polícia que usa o caveirão para assustar ou amendrotar crianças.
Será ótimo se os nossos policiais fizessem uma reflexão.
Fevereiro terminou com duas tristes perdas: Wando e Perry Ribeiro, ambos deixarão saudades. E que venha março para fechar o verão com poucas chuvas.
(*) Fabio Nogueira é coordenador de pré-vestibular comunitário e militante da Educafro. E-mail: fabionogueira95@yahoo.com.br

sou policial aposentado, creio que se fizesse uma sindicancia para apurar todos os excessos de abuso de autoridades de todo tipo de pocial, militar, civil e federal. quem sabe com o tempo nós tenhamos uma policia dezarmada e se relacionando muito bem com os membros das comunidades.
e sem armas.
um forte abraço
carlos do pechincha jacarepagua
Essa policia,não é a mesma que eu e o senhor desejamos.
Essa policia carregar uma raíz da ditadura,onde matava e prendia. Não queremos uma policia romantica,mas,uma policia mais humana e participativa e sintonizada com a comunidade.