Os efeitos destruidores do capitalismo são globais e precisam ser combatidos em sua totalidade e com muita urgência.
Sérgio Domingues
São as relações entre capital e trabalho que explicam a Revolução Industrial e não a inovação tecnológica. É a necessidade de aumentar a exploração do tecelão que inventou o tear mecânico, não os engenheiros de produção.
“Doomscrolling” é a palavra inglesa para o hábito de rolar imagens e notícias na tela do celular em busca de fatos negativos, tristes e deprimentes. Parece o antigo costume de “zapear” na TV em busca dos programas de notícias policiais mais escabrosos. Só que agora em maior velocidade e com oferta praticamente inesgotável.
Um século depois, o sionismo continua usando o antissemitismo para falsear a realidade. Confunde as denúncias contra o governo assassino de Israel com ataques aos judeus. Quer sobrepor o legítimo direito à autodeterminação dos israelenses à própria existência de outros povos.
Do ponto de vista da luta de classes, a palavra iniciada com C é um termo aceitável apenas quando seguida do adjetivo tranquilizador “média”.
A exploração de petróleo no Amapá opõe um desenvolvimentismo predador a uma espécie de “identitarismo ecológico”. Mas na dúvida melhor não deixar passar a boiada.
Desde os primeiros séculos da escrita até a Idade Média, a norma sempre foi ler em voz alta, para nós mesmos ou para outros. Isso começou a mudar somente alguns séculos atrás.
Uma força produtiva como a inteligência artificial pode beneficiar toda a humanidade, como no caso das bactérias. Mas as atuais relações de produção também a transformam em instrumento de opressão que garante os privilégios de um dos maiores monopólios da história do capitalismo.
“Os Condenados da Terra”, de Frantz Fanon, é de 1961. Meio século depois, mantém-se atual porque a luta contra a colonização nunca terminou.









