Fim de ano. Hora de cometer aquele crime de tentar relembrar e catalogar filmes, cds, livros, etc de 2009.
Raquel Gandra
Não só há uma mensagem de seguir atrás de seus sonhos (por mais “filme da Xuxa” que isso possa soar), como de apreciar aqueles que te amam e de ter paciência e saber lidar melhor com os obstáculos que surgem em nossos caminhos, mas principalmente, nos mostra que não há necessidade de abrirmos mão da fantasia. Deixemos ela fazer parte de nossas vidas e nos enriquecer.
“Deixe ela entrar” é um filme que se constrói através de sons e imagens – uma história – e não de explicações incessantes e efeitos especiais. Certamente um dos melhores do gênero que já assisti.
A diretora Argentina dos filmes “O Pântano”, “A Menina Santa” e o mais recente, “A mulher sem cabeça”, estava no Rio esta semana e aproveitou para dar entrevistas e palestras, conhecer lugares e ainda falar com os alunos da UFF.
Um filme delicado, que não precisa inventar grandes eventos, reconquistas ou finais tradicionalmente felizes para mostrar o que bem estar pode ser.
Pelas referências, pela capacidade de fazer rir e falar sério, pela reflexão que gera sobre a linguagem cinematográfica e a forma que esta lida com a história, pela maestria na execução de planos e cortes, diálogos como sempre inteligentes e exatos e por seus personagens sedutores… é que Bastardos Inglórios é um dos melhores filmes de Tarantino.
O plano de Nelson Hoineff provavelmente era de ser uma extensão do humor escrachado e politicamente incorreto de Chacrinha, mas o diretor perdeu a mão e degringolou para um lado sádico.
Um andar calmo. Uma inquietude serena, o olhar vibrante e expressivo. Um encantamento com as coisas, próprio de uma criança. Agnès Varda olha para o mundo como se sempre fosse a primeira vez.
American Boy, documentário perdido de Martin Scorsese, marca presença no Festival do Rio 2009 e nos faz conhecer um pouco mais sobre o cineasta.







