Rio de Janeiro – A execução da juíza Patrícia Acioli expõe “os profundos problemas de corrupção policial” e o avanço do “crime organizado” no Rio de Janeiro, segundo nota divulgada hoje (16) pela Anistia Internacional.
A magistrada, que trabalhava na Vara Criminal de São Gonçalo, no Grande Rio, foi morta com 21 tiros na noite de quinta-feira (11), no município de Niterói.
“A morte de uma juíza que estava simplesmente realizando seu trabalho foi um golpe no Estado de Direito e no sistema judicial no Brasil”, diz, por meio da nota, o representante da Anistia Internacional no Brasil, Patrick Wilcken. “As autoridades precisam fazer uma investigação profunda e independente para levar os responsáveis à Justiça.”
De acordo com a Anistia Internacional, não basta julgar os culpados pelo crime. As autoridades federais, estaduais e municipais precisam dar proteção aos envolvidos na investigação e no julgamento de policiais corruptos e quadrilhas.
Na nota, a Anistia Internacional assinala que Patrícia julgava, há anos, processos sobre crimes cometidos por grupos de extermínios, milícias e quadrilhas de traficantes que agem na região metropolitana do Rio de Janeiro. A juíza foi responsável pela condenação de cerca de 60 policiais envolvidos em atividades criminosas.
Embora mais de 500 milicianos tenham sido presos e da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, em 2008, pela Assembleia Legislativa do Rio, pouco foi feito para combater as atividades econômicas ilegais que abastecem esses grupos no estado, destaca a nota da Anistia Internacional.
“A polícia e as autoridades municipais e estaduais têm fechado os olhos para as grandes redes de serviços de transporte, gás e telecomunicações mantidos pelas milícias, que continuam a operar impunemente no Rio”, disse Patrick Wilcken, por meio da nota. Para ele, é necessário reprimir o mercado ilegal que sustenta a corrupção policial e o crime organizado no Rio de Janeiro.
(*) Texto de Vitor Abdala na Agência Brasil.

Não se enganem, esquerda do meu Brasil. O aumento da corrupção a níveis jamais vistos é somente um dos efeitos desse regime politico-economico vigente desde Lula. Crescam, deixem de ser adolescentes, o Comunismo/Socialismo é tanto uma utopia quanto dizer que todos os homens são iguais. Busquem a verdade sempre.
O Brasil dos de cima, e suas oligarquias tradicionais, blindadas há 500 anos na corrupção, na truculência, desde o capitão do mato às suas atuais polícias, agora no já adulto paramilitarismo, querem posar de virgens e usar o, bem menos ruim período FHC/LULA, como bode expiatório, para justificar a “pureza” de seu tradicional fascismo. Pensam que ainda conseguem convencer alguém. Até suas mídias de propaganda monopolista estão sendo desmascaradas. O comentário acima, é um verdadeiro ranger de dentes de quem encontra-se num verdadeiro inferno histórico que afunda num abismo ético de profunda cegueira e preconceitos políticos.
Sou filho de policial. Meu pai morreu pobre, no cumprimento do seu dever, alvejado por bandidos. Sempre foi linha dura para com a corrupção.
Sei que há policiais honestos. Conheci alguns. Quando o meu pai via alguma notícia sobre policiais corruptos, ele ficava envergonhado. Como há juízes corretos, também há policiais honestos.
Essa corja sedenta de sangue, dinheiro e poder amaldiçoa uma farda que poderia ser vista como símbolo de proteção do cidadão e da cidadania. Quem veste uma farda e pratica crimes deveria ter a sua pena multiplicada por três.
A morte dessa juíza foi a morte da justiça no Rio de Janeiro. Uma investigação exemplar, limpa, profunda é o mínimo que se pode fazer para começar realmente a separar o joio do trigo no poder público do Rio de Janeiro.
Quem defender a impunidade ou obstruir a justiça está envolvido!
Cadeia para esses malditos!